segunda-feira, 21 de Maio de 2018.
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Da Assembleia para o Senado Federal

MAURO BENEVIDES JORNALISTA E DEPUTADO FEDERAL

quarta-feira, 10 de Janeiro 2018

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Na semana transata, reportei-me à disputa pelo primeiro mandato senatorial, no maior desafio de minha vida pública, já que o minúsculo, embora combativo MDB, não dispunha de estrutura no interior dos Estados para garantir êxito a uma postulação majoritária, naquela já longínqua oportunidade, quando nem sequer a legenda conseguira formar diretórios nas comunas interioranas.

Em 1986, porém, a estrutura era bem mais consolidada, compelindo-me a deixar a presidência do Banco do Nordeste para me defrontar com a massa votante, numa peleja em que tive como companheiro o jornalista e professor Cid Sabóia de Carvalho, igualmente favorecido pelo triunfo, num confronto com o saudoso Ministro César Cals de Oliveira Filho, que dirigira o Poder Executivo, empreendendo profícua gestão à testa dos destinos de nossa unidade federada.

Com mais de hum milhão e trezentos mil votos, vi-me reconduzido ao Legislativo, da mesma forma ocorrendo com aquele colega de chapa, cujo desempenho na Comissão de Justiça deu-lhe marcante evidência no nosso Legislativo, sendo convocado para dirimir questões na CCJ e em debates jurídicos no Plenário.

A maior e histórica missão que cumpri foi, sem dúvida, na Assembleia Nacional Constituinte, sob o comando firme e decidido de Ulysses Guimarães, que me tornou, em iniciativa comovente, o patroneador de um nome nordestino para figurar ao seu lado na Mesa, substituindo-o em suas eventuais ausências, sobretudo quando, por 22 dias, permaneceu em São Paulo, submetendo-se a uma internação no INCOR.

Em outras duas oportunidades, tornei-me o titular do posto maior, quando o Senhor Diretas substituiu o presidente José Sarney, em viagem ao exterior, para proferir discurso na Assembleia da ONU.

Como constituinte, tive a iniciativa de formular Emenda Constitucional, instituindo o FNE, com o apoio do Norte e Centro-Oeste, inserindo a inovação no texto ora vigorante, garantindo àquele estabelecimento fonte ponderável de recursos para impulsionar o nosso crescimento, dando suporte à indústria, agricultura e, posteriormente, ao comércio da região. Além disso, tornei definitivo o Salário Mínimo Unificado, fazendo cessar a desigualdade então existente, que situava o Nordeste na derradeira região, contemplada em nossa política salarial.

Em 1991, tive a honra de ser eleito, por UNANIMIDADE, Chefe do Poder Legislativo Brasileiro, defrontando-me com o processo de IMPEACHMENT do então titular do Executivo, Fernando Collor de Mello.

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