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Darcy Ribeiro Compreendendo o Brasil – Matriz lusitana

Henrique Matthiesen Bacharel em direito e jornalista

sexta-feira, 12 de janeiro 2018

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Na trindade majoritária étnica que compõe a formação do Brasil, temos como raiz os portugueses, cuja história vem da Idade Média e é inseparável da Espanha.

O que hoje conhecemos como Portugal, uma das nações mais antigas da Europa, é que teve a sua independência em 1143, depois da passagem de diversos povos, que deixaram suas marcas no povo que conhecemos hoje.

Sujeito às mais diversas e regulares invasões, o país recebeu uma variada sucessão de habitantes ao longo dos séculos.
Portugal, à época do descobrimento, rivalizava o monopólio político e econômico com a Espanha e representava uma vanguarda para os povos europeus. Precoce como nação, suas características marcantes eram a síntese da ousadia.
Fronteiriço à Espanha, a única saída dos portugueses para o mundo era através do mar, o que o forjou como um país de pescadores e de grandes navegadores por uma questão de sobrevivência.

Foi por meio das raízes arábicas que os portugueses dominaram a técnica da construção de navios com leme e com velas, com os quais conseguiram enfrentar os humores do alto-mar, o que resultou na formação tecnológica e científica de desbravadores.

Da economia agropastoril, fruto da junção de povos como lusitanos, galegos, célticos, vários caminhos formaram a gênese do povo português.
A contribuição fenícia, em síntese, está na metalurgia de ferro, nas primeiras formas de escrita e no conceito de cidade. Os gregos e cartagineses trouxeram o espírito navegador e o comércio. Com a invasão romana, o país levou o latim à guerra. Os árabes ensinaram os algarismos, o mosaico colorido, o moinho de água, o azulejo, o açúcar. Do judaísmo vieram o anel do dedo e o mercantilismo.

Com a luta pela sua independência, a expulsão dos árabes mouros, e com os castelhanos espanhóis, Portugal se firma como povo, como nação.
Dentro desse panorama histórico, o reino de Portugal fica subordinado, literalmente, ao comando romano, e a Santa Sé tem papel preponderante quando o rei crê que sua missão promove o processo civilizatório por meio das Cruzadas.

As Cruzadas foram movimentos militares cristãos que marcharam em direção à Terra Santa com a finalidade de ocupá-la e mantê-la sob o domínio cristão. Esse conceito estendeu-se ao Novo Mundo com o protagonismo de Portugal e Espanha.

O rei de Portugal, amparado pela autoridade divina, outorgada pela cadeira petrina, obtém licença para escravizar ou exterminar aqueles que não professassem a fé romana, como no caso dos índios brasileiros.

Somam-se a isso as necessidades da corte mercantil, que via na nova terra uma oportunidade singular de ganhar dividendos sob a égide de uma economia escravagista. Nascem desse apoderamento das terras tupiniquins os primeiros conflitos civilizatórios.

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