28 C°

quarta-feira, 22 de novembro de 2017.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Delinquentes

quinta-feira, 13 de julho 2017

Imprimir texto A- A+

OPaís passa por um momento delicado, sabemos disso. Parece que estamos dissolvendo. A Nação se decompõe a céu aberto. E o mais estranho: os brasileiros não fazem nada! Bestializados, a tudo assistem bovinamente!

Na tarde de ontem, fomos brindados com mais um episódio inédito na já apodrecida vida política brasileira. As senadoras da oposição, com destaque para Gleisi Hoffmann que é também presidente do PT, ocuparam a Mesa Diretora do Senado Federal impedindo o senador Eunício Oliveira, Presidente do Congresso Nacional, de iniciar a sessão que debateria e votaria a reforma trabalhista. Durante seis horas, as senadoras bloquearam os trabalhos no Plenário do Senado Federal. Depois de uma longa negociação as moçoilas se retiraram e os senadores debateram e votaram a reforma da CLT.

Os bastidores dessa ousadia bolivariana, deverão animar o noticiário político ao longo da semana. É verdade que o teor da reforma trabalhista altera, de forma profunda, uma legislação que existe no País desde a década de 40 do século passado. Uma obra getulista que, há época, trouxe conquistas importantes para os trabalhadores. Mas que há muito estava superada e não atendia de fato ao mundo produtivo. Parece que ela atinge na realidade as organizações e beneficiários indiretos da legislação: sindicatos, advogados trabalhistas e os tribunais do trabalho. E são esses grupos que estão gritando de verdade, porque eles sim vão perder muito. Mas não os trabalhadores, como analistas insuspeitos demonstraram nos debates no Congresso e em longos ensaios publicados nos maiores jornais do País.

De qualquer sorte, seria normal e plenamente aceitável numa democracia, que vozes discordantes se manifestassem e tentassem preservar determinados interesses e/ou direitos. Tanto ao longo da tramitação da matéria no Congresso, em suas diversas votações, e nas ruas e praças. Mas jamais desmoralizando e avacalhando as instituições, hoje já tão fragilizadas e desacreditadas no País.

Os autointitulados partidos de esquerda no Brasil, que se julgam proprietários da virtude e do bem comum, são na verdade ousados delinquentes, nada mais! Nunca houve, nem nos governos militares e menos ainda nas últimas décadas de democracia, qualidade ou honestidade na maioria dessa gente. Quando a história dessa gentalha começar a ser contada, e algo já começa a surgir, veremos que não há nelas nem valores ou princípios, mas antes delinquência.

Jorge Henrique Cartaxo
Jornalista

outros destaques >>

Facebook

Twitter