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Departamento de Operações Estruturadas

segunda-feira, 20 de março 2017

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Aexpressão “gigante pela própria natureza” metabolizou-se. O Brasil é disparadamente maior que todas as crises da República e certamente sairá mais forte quando extinguir da política as quadrilhas que privatizaram o Estado brasileiro.

Os números financeiros movimentados pela corrupção dos últimos dez anos no Brasil são assustadores e batem com larga vantagem qualquer contabilidade de algum escroque global. Ranqueado pela Transparência Internacional como um dos países mais corruptos do mundo o Brasil rivaliza com a China e a Índia mas ultrapassa esses no montante financeiro dos bilhões roubados através de operações fraudulentas patrocinadas principalmente pelo Poder Executivo.
A Operação Lava Jato tem revelado as entranhas da teia de corrupção e do alto grau de promiscuidade entre o público e o privado. O desespero dos denunciados é aterrador a ponto de hoje haver uma guerrilha retórica que tenta confundir a opinião pública tentando colocar a figura do juiz Sergio Moro na condição de réu e os contraventores compulsivos em posição de divindade celestial como aconteceu nesta semana.

Não existe nenhuma moral entre políticos e empresários denunciados tanto que, alguns, criminosos confessos, viraram delatores na tentativa de reduzir suas penas. No seu código de conduta, a Máfia tem um item relativo à composição dos seus quadros. Ela não aceita “quem se comporta mal e não tem valores morais”. Portanto, uma quantidade enorme de políticos brasileiros não seria aceita nos quadros da Máfia porque não tem nenhuma moral.
O grau de promiscuidade tem um exemplo marcante que é a criação por uma das maiores empreiteiras do mundo, a Odebrecht, de uma diretoria de propina — o Departamento de Operações Estruturadas, com diretor e tudo.

Não se trata de ato falho. De fato, “operações estruturadas” revelam a corrupção endêmica que se apropriou do Estado brasileiros sob as bênçãos de partidos políticos, principalmente do consórcio PT-PMDB, lideres do ranking das falcatruas. As “operações estruturadas” mostram que a corrupção é estrutural no Brasil. O próprio Odebrecht pais de Marcelo revelou em depoimento que “isso vem de muito tempo”.

De 2006 a 2014, a diretoria de “propina” da Odebrecht movimentou US$ 3,370 bilhões — dinheiro que corrompeu gente no Brasil e em Angola.
A divisão de negócios ilícitos da empreiteira era a fonte de financiamento de campanhas políticas e de enriquecimento de políticos de partidos como PT, PMDB, PP, PSDB, PCdoB… Todo o espectro político nacional — como se os partidos políticos no Brasil se orientassem por doutrina.
Que a Lava Jato pulverize essa gente. Finalmente, temos esperança de uma reforma política de fato no Brasil.
“Do pó viemos e ao pó voltaremos”. E das cinzas morais da política o país ressurgirá cada vez mais forte qual Fênix em seu dramático renascimento das próprias cinzas — símbolo de força, imortalidade e renascimento.

Luís Sérgio Santos
Jornalista

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