sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
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Depressão – o mal do século

BRENDAN COLEMAN REDENTORISTA

terça-feira, 20 de agosto 2019

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Depressão foi definida NII. Lircomo “Um termo utilizado na psiquiatria para designar um transtorno de humor, um síndrome em que a principal queixa apresentada pelos pacientes é o humor depressivo e às vezes irritável, durante a maior parte do dia”. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil é o segundo país das Américas com a predominância de pessoas acometidas com depressão. Peritos em estatística de saúde acreditam que no ano 2025 depressão será a doença mais incapacitante do mundo com mais de 345 milhões de pessoas portadores da doença. A mesma fonte afirma que 17 milhões de brasileiros, de variadas faixas etárias, sofrem desta doença atualmente. Várias causas são atribuídas à depressão. Porém, é mais provável que seja uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Não existem exames que diagnostiquem com precisão e segurança total o tipo de depressão. A Classificação Internacional de Doenças (CID 109), o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM 1V TR), o Compêndio de Psiquiatria, Psiquiatria Geriátrica e outros livros, são referências para que o psiquiatra ou psicólogo identifique a doença. 

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a depressão pode incluir os seguintes fatores: alterações de comportamento, de sono, de apetite, nível de energia, grau de ansiedade, cansaço fácil, alterações de memória, de atenção, de concentração, baixa autoestima, pensamentos suicídios ou de morte, perda de interesse ou de prazer, perda ou ganho de peso, sentimento de inutilidade etc. Realmente é uma doença que exige a atenção do psiquiatra ou psicólogo, apesar do fato que a maioria das pessoas não goste de falar sobre o assunto. Boa parte dos sofredores de depressão, infelizmente, não é tratada por um psiquiatra ou um psicólogo. Isso é profundamente lamentável. 

Os tipos mais comuns de depressão são: a) depressão melancólica (tristeza); b) depressão ansiosa (inquietação); c) depressão atípica (forte angústia); d) depressão psicótica (delírios e alucinações); e) depressão pós-parto (medo de não conseguir cuidar do bebê); f) depressão sazonal (nos países nórdicos, o inverno sem sol aparecendo) etc. As causas de depressão são várias: i) Genética (história de depressão na família); ii) Desequilíbrios nos químicos do cérebro; iii) Dor e perda (morte e grande tristeza); iv) Solidão (falta de apoio da família e amigos); v) Baixa autoestima; vi) Traumas no passado (abuso físico ou sexual); vii) Graves problemas financeiros; viii) Desemprego (por muito tempo); ix) Doenças (especialmente com risco de vida); x) Problemas conjugais (divórcio e infidelidade); e xi) Drogas ilícitas (craque) etc. 

Como reagir perante a depressão? O portador desta doença deve procurar um psiquiatra ou psicólogo sem demora e seguir fielmente a orientação deles. Eles vão indicar os necessários medicamentos antidepressivos. Outras coisas que ajudem são: (a) Sessões de psicoterapia; b) Eletroconvulsoterapia, (coisa nova); c) Estimulação magnética transcraniana (coisa nova); d) Meditação, aprofundando o autoconhecimento; e) Atividades físicas; f) Alimentação antidepressiva (ex. Banana, aveia, leite, amendoim, frutos, peixes etc.); g) Hobbies (música, leituras, atividades grupais etc. Familiares e amigos devem ajudar muito nestes casos com acolhimento, compreensão, paciência, escutando o paciente, não deixando-o isolar. Exercícios físicos podem ajudar também. Ajude o depressível a manter-se ocupado. Evite álcool e drogas. Durma bastante. Cultive seu lado espiritual frequentando missas ou cultos. Assim se derrote a depressão.

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