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Derrote a depressão

BRENDAN COLEMAN REDENTORISTA

terça-feira, 13 de março 2018

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Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o segundo país das Américas com a predominância de pessoas acometidas com depressão. Peritos em estatística de saúde acreditam que, no ano 2020, depressão será a doença mais incapacitante do mundo, com mais de 345 milhões de pessoas portadores da doença. A mesma fonte afirma que 17 milhões de brasileiros, de variadas faixas etárias, sofrem desta doença atualmente. Várias causas são atribuídas à depressão. Porém, é mais provável que seja uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Não existem exames que diagnostiquem, com segurança total, o tipo de depressão. A Classificação Internacional de Doenças (CID 109), o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM lV TR) e o Compêndio de Psiquiatria são referências para queo psiquiatra ou psicólogo identifiquem a doença.
Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a depressão pode incluir os seguintes fatores: alterações de comportamento, de sono, de apetite, nível de energia, grau de ansiedade, cansaço fácil, alterações de memória, de atenção, de concentração, baixa autoestima, pensamentos suicídios ou de morte, perda de interesse ou de prazer, perda ou ganho de peso, sentimento de inutilidade etc. Realmente, é uma doença que exige a atenção do psiquiatra ou psicólogo, apesar do fato que a maioria das pessoas não gostem de falar sobre o assunto. Boa parte dos sofredores de depressão, infelizmente, não é tratada por um psiquiatra ou um psicólogo. Isso é profundamente lamentável.
Os tipos mais comuns de depressão são: a) depressão melancólica (tristeza); b) depressão ansiosa (inquietação); c) depressão atípica (forte angústia); d) depressão psicótica (delírios e alucinações); e) depressão pós-parto (medo de não conseguir cuidar do bebê); f) depressão sazonal (nos países nórdicos, o inverno sem sol aparecendo) etc. As causas de depressão são várias: i) Genética (história de depressão na família); ii) Desequilíbrios nos químicos do cérebro; iii) Dor e perda (morte e grande tristeza); iv) Solidão (falta de apoio da família e amigos); v) Baixa autoestima; vi) Traumas no passado (abuso físico ou sexual); vii) Graves problemas financeiros; viii) Desemprego (por muito tempo); ix) Doenças (especialmente com risco de vida); x) Problemas conjugais (divórcio e infidelidade); xi) Depressão pós-parto; e xii) Drogas ilícitas (craque) etc.
Como reagir perante a depressão? O portador desta doença deve procurar um psiquiatra sem demora e seguir, fielmente, a orientação dele. Ele vai indicar os necessários medicamentos antidepressivos. Familiares e amigos devem ajudar muito nestes casos, com acolhimento, compreensão, paciência, escutando o paciente, não deixando-o se isolar. Exercícios físicos podem ajudar. Uma alimentação saudável é importante (frutos, peixes etc.). Ajude o depressível a manter-se ocupado. Evite álcool e drogas. Durma bastante. Cultive seu lado espiritual frequentando missas ou cultos. Assim, se derrote a depressão.

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