terça-feira, 17 de setembro de 2019.
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Dia da Pátria – 2019

BRENDAN COLEMAN REDENTORISTA

terça-feira, 10 de setembro 2019

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Embora devamos amar e servir ao nosso país durante o ano todo, saudamos a Semana da Pátria e especialmente o Dia da Pátria, como oportuno ensejo de avivar o nosso patriotismo e aprofundar-lhe o verdadeiro sentido e alcance. As solenes celebrações anuais da Independência do Brasil merecem apoio e consequente participação de todos os homens de boa vontade e sadia formação cristã. O Concílio Ecumênico Vaticano ll, ensina: “Os cidadãos cultivam com magnanimidade e lealdade o amor da Pátria, mas sem estreiteza de espírito, de maneira que, ao mesmo tempo, tenham sempre presente o bem de toda a família humana, que derivam das várias ligações entre as raças, povos e nações”. (GS, No. 75). Nenhum brasileiro sincero deve deixar passar a Semana da Pátria e, em especial, a sua data máxima no dia 7 de setembro, sem cobrar renovada consciência dos seus deveres cívicos e fazer uma prece fervorosa pela prosperidade da nação e do povo brasileiro.
A Bíblia nos lembra de que não temos aqui pátria permanente, mas devemos buscar a futura e eterna; e a moral cristã ensina que as fronteiras nacionais não devem significar barreiras para a fraternidade entre todos os povos. A mesma moral cristã não deixa dúvidas quanto à especial vinculação e aos especiais direitos e deveres do cidadão para com o país que é sua pátria. O Dia da Pátria nos faz refletir sobre a verdadeira raiz e as exatas exigências do patriotismo. Em que irá consistir o nosso patriotismo? Será principalmente no empenho sincero e constante em edificar uma Pátria baseada na honestidade de governantes e governados, na existência e cumprimento de leis justas, primazia do bem comum sobre as vantagens particulares, liberdade, ordem, segurança e justiça para todos. O patriotismo como consciência nacional, como amor e interesse pela Pátria, como empenho generoso pelo progresso do País, até a prontidão para o sacrifício é uma verdadeira virtude cívica.
A edificação de uma nação encontra seus alicerces básicos na prática de justiça, capaz de garantir, entre os homens, a presença contínua da paz. A grandeza de um país e a estabilidade de qualquer regime se avalia, não tanto pelos coeficientes econômicos e financeiros. A felicidade de um povo tem seu sustentáculo nos valores morais, não apenas nas estruturas materiais. As obras grandiosas provocam deslumbramento, mas não satisfazem o coração e suas legítimas aspirações. O esforço sincero pela realização do homem é essencial. Assim, o desrespeito à dignidade da pessoa humana, mesmo a título de segurança, causa o retrocesso, com repercussões negativas e imprevisíveis. A construção nacional, com a consolidação de nossa independência, só se obtém com a cooperação ativa de todos aqueles que receberam de Deus esta graça especial de pertencerem à Nação Brasileira.

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