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Diálogo Ecumênico

BRENDAN COLEMAN - REDENTORISTA

terça-feira, 14 de novembro 2017

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No dia de 31 de outubro de 2016, na Catedral Luterana de Lund, na Suécia, pela ocasião do início das celebrações dos 500 anos da Reforma Protestante, o Papa Francisco e o Presidente da Federação Luterana Mundial, Bispo Munib Yunan, assinaram uma declaração conjunta. O documento, considerado histórico, destaca que o que une as duas religiões é maior do que o que as divide. O Papa Francisco aproveitou a oportunidade para reconhecer aspectos “positivos” da Reforma liderada por Martinho Lutero, num gesto de reconciliação.

No dia 31 de outubro, próximo passado, completaram-se 500 anos da Reforma Protestante. Segundo o jornal Folha de São Paulo, as celebrações naquele dia, na pequena cidade de Wittenberg, no leste da Alemanha, “transformou-se em uma ‘Meca’ do protestantismo; porque foi na porta da igreja de um castelo local, segundo a tradição luterana, que o então frade Martinho Lutero pregou, em 31 de outubro de 1517, suas 95 teses com críticas à Igreja Católica”.

Na Igreja de Wittenberg, o Bispo Heinrich Bedford-Strohm, presidente da Igreja Evangélica da Alemanha, “estendeu simbolicamente as mãos dos protestantes aos católicos; num discurso direcionado ao Papa Francisco, disse: quando o senhor vier a Wittenberg, vamos recebê-lo de todo o coração” (JFSP). O mesmo Bispo Bedford-Strohm com o Cardeal Reinhard Marx, Presidente da Conferência dos Bispos da Alemanha, entregaram uma cruz ao Presidente da Alemanha afirmando que os cristãos devem promover a reconciliação e a paz.

No dia 31 de outubro de 2017, o Vaticano apresentou um selo comemorativo em homenagem aos 500 anos da Reforma Protestante, cujas celebrações terminaram naquele dia após doze meses de eventos dedicados às ideias de Martinho Lutero. Com tiragem máxima de 120 mil exemplares, o selo custa um euro e mostra o monge alemão ajoelhado em frente a Jesus Cristo crucificado, ao lado de Philipp Melanchthon, um dos maiores divulgadores das 95 teses luteranas. A união entre os cristãos tem sido uma das principais bandeiras do Papa Francisco, que fez a Igreja Católica marcar presença pela primeira vez em sua história, nas celebrações pelo aniversário da revolução de Lutero.

Segundo a Rádio Vaticano (RV): “Os caminhos ecumênicos trilhados juntos nos últimos cinquenta anos – apoiado pela oração comum, pelo culto divino e pelo diálogo ecumênico levou: à superação de preconceitos, à intensificação da compreensão recíproca” e à assinatura “de acordos teológicos decisivos” (Por exemplo, a Doutrina da Justificação). Na Declaração Conjunta na Catedral Luterano de Lund, na Suécia em 2016, o Papa Francisco e o Presidente da FLM, Bispo Muaib A.Younan afirmaram que as duas igrejas se comprometiam a “prosseguir juntos o caminho ecumênico rumo à unidade pela qual Cristo rezou: “… que todos sejam um, como tu Pai, estais em mim e eu em ti; que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo. 17, 21).

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