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Direitos pisoteados

quarta-feira, 12 de dezembro 2018

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Omundo precisa, cada vez mais, de compreensão. Nesse sentido, foi louvável o discurso que o papa Francisco fez, por conta dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, para que todos os que tenham responsabilidades institucionais façam dos Direitos Humanos o centro das ações políticas, em um momento em que o tema é, segundo ele, continuamente ignorado.

No texto, Francisco afirmou que “várias contradições” são vistas diariamente e que isso gera a pergunta de que se de fato “a igual dignidade de todos os seres humanos, solenemente proclamada há 70 anos, é reconhecida, respeitada, protegida e promovida em todas as circunstâncias”. Conforme ressaltou, existem, atualmente, muitas formas de injustiça, “alimentadas por visões antropológicas redutivas e por um modelo econômico baseado no lucro, que não hesita em explorar, descartar e até matar o homem”. E defendeu: “enquanto uma parte da humanidade vive em opulência, outra parte vê sua própria dignidade renegada, desprezada ou pisoteada e seus direitos fundamentais ignorados ou violados”.

O discurso faz todo o sentido quando constatamos, diariamente, crianças, idosos, mulheres etc tendo seus direitos mais elementares desrespeitados, em meio a situações de completo descaso da comunidade internacional. Seja nas carvoarias brasileiras que se utilizam de mão de obra infantil, seja em guerras civis devastadoras, como a que ocorre hoje na Síria, o que vemos são seres humanos tendo a sua dignidade pisoteada. O papa Francisco fez bem em lembrar aos líderes mundiais que eles, mais que nunca, têm esse compromisso com a humanidade, que sofre e que morre à míngua, longe dos holofotes que parecem fazer cegar boa parte das pessoas. O mundo pede compreensão, justiça e paz.

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