sábado, 20 de outubro de 2018.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Do aprendizado da Assembleia para o Senado

MAURO BENEVIDES JORNALISTA E DEPUTADO FEDERAL

quarta-feira, 13 de junho 2018

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Venho utilizando este espaço jornalístico para relembrar aspectos da vida política cearense, com repercussão no País, no contexto de repositório para rememorações que nos tragam uma visão mais atualizada de episódios transcorridos no passado, ensejando interpretações corretas, capazes de permitir análises desapaixonadas, com relatos que proporcionem às gerações atuais identificar muitos acontecimentos, os quais tiveram relevância em nosso acervo de memória.
Com quatro mandatos de deputado estadual, exercendo a liderança do Governo Parsifal Barroso, a Presidência do Poder, em dois períodos, entendo ser de meu dever transmitir algumas versões autênticas do que, naquele momento delicado, vivenciei à testa de nossa Casa do Povo, então instalada no Palácio Senador Alencar.
Antes de ascender à Chefia do Legislativo estadual, cumprira a missão de Liderar a gestão do saudoso Parsifal, intelectual de méritos incontáveis e administrador consciente de suas responsabilidades, que voltara ao Ceará após exercer, com brilho e proficiência, a Pasta do Trabalho, no Governo do Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira,
A partir de 1963, a União pelo Ceará, reunindo PSD-UDN, guindou à Governadoria, Virgílio Távora e a mim Chefe do Poder Legislativo, numa conjugação de forças que haveria de impulsionar a nossa Unidade Federada, para garantir melhores condições aos nossos coestaduanos. A eclosão do Movimento Militar de 31 de Março teve acentuados reflexos em nosso Estado, com cassações de mandatos, alcançando a nossa Casa Legislativa e ameaçando outras áreas vitais, numa efervescência que gerou intensa preocupação por entre aqueles que tinham se posicionado contra a mobilização estabelecida, em todo o País. Recorde-se que, na noite de 30 de março, quando se realizava um jantar no chamado PALACINHO – (sede provisória do Governo) – o Chefe da Casa Militar, coronel ROMEU PRACIANO, chamou, ao ouvido, o titular do Executivo para atender a uma ligação interurbana, nada mais do que o governador Magalhães Pinto, para anunciar que o general Mourão Filho partira de Juiz de Fora para a antiga Guanabara, dando início, portando, à ação operacional do chamado Movimento Militar, quando terminou empossado, logo depois, o cearense Humberto de Alencar Castelo Branco, à frente de nossa Nação, divulgando, a seguir, o ATO INSTITUCIONAL Nº 1, ao qual se seguiram as primeiras supressões de mandatos e suspenção de direitos políticos, implantando-se, assim, sob novas angulações, um outro período, com desdobramentos que tiveram, no Ato nº 5, subscrito pelo Marechal Costa e Silva, tomada de decisões ainda mais severas.

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