sábado, 25 de maio de 2019.
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Está faltando consciência à sociedade

JOSÉ G. MONTEIRO ADVOGADO

quinta-feira, 14 de março 2019

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Muito se tem discutido sobre nossos governantes. Suas atuações, seus acertos e desacertos, suas convicções ideológicas, etc. Nesse contexto, surge sempre uma indagação, quem foi o melhor presidente do Brasil? Existem diversas respostas, sempre levando em conta a tendência, se de centro, esquerda ou o mais liberal. Aliás, já tivemos de todos os matizes, e torna-se polêmico o diagnóstico pretendido.
Todavia, um exame minucioso dos presidentes brasileiros, desde Getúlio até Temer, aí compreendendo Juscelino, Jânio Quadros, João Goulart, comando dos militares, Sarney, com o reinício do período democrático, Collor de Melo (atingido por um impeachment), Fernando Henrique Cardoso, e, por fim, Lula e Dilma/Temer, infelizmente presenciamos a existência de uma autêntica cultura de corrupção no país, mazela que faz parte da tradição da política brasileira.
De modo que a tão repudiada desgraça está incrustada na índole da classe política, com grande incidência no parlamento. E haja desmando nos altos poderes da República.
Com efeito, o conceituado articulista deste Jornal, advogado Irapuan de Aguiar, prelecionando sobre ética e moral, pontificou: “Os recentes episódio ocorridos no Parlamento brasileiro, a partir da eleição da nova mesa do Senado da República, e fartamente expostos na mídia, demonstram a total falta de compromisso com os interesses coletivos e cristalizam a crise moral. Nossos representantes, nas Casas Legislativas, parecem preocupar-se tão somente com a própria manutenção no poder e a obtenção de vantagens pessoais, conduzindo-se por uma inclinação devassa que chega a enojar. Enfim, toda essa sorte de mazelas que contamina a política brasileira, evidencia que vivemos mergulhados num enorme carnaval de bandalheiras, numa incessante orgia de falcatruas que se repetem com frequência tal que, decorridos dois ou três meses do último escândalo, já não se tem mais lembrança do detalhe dos primeiros.” Conclui o articulista conclamando para se refletir sobre as fontes dos nossos infortúnios, sobretudo da crescente crise moral brasileira.
Feitas essas considerações, recordei-me de uma afirmação da médica Vânia Rebouças: “Enquanto não se ajustar a sociedade, o país padecerá de suas mazelas”.
Daí concluir-se que à nossa nação falta consciência cívica e compromisso no cumprimento com seus deveres, no respeito às leis, à Constituição e na forma de escolher seus representantes e seus governos.

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