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Ética no parlamento

IRAPUAN D. DE AGUIAR ADVOGADO

segunda-feira, 13 de novembro 2017

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O nível do debate travado nas casas legislativas do país há causado preocupação para alguns de seus membros e perplexidade para a sociedade, porquanto marcado pelo distanciamento da discussão ideológica e da colocação das visões programáticas das diversas greis partidárias. Ao contrário, o que se observa, nos discursos e apartes, é o emprego de um vocabulário em que predominam aspectos de caráter pessoal e de interesses menores na fixação de pontos de vista.

Com esta postura, o parlamento se apequena diante do povo. É imprescindível, por isso mesmo, que a instituição seja preservada por sua significação para a democracia. O tema merece ser por todos refletido, especialmente os eleitores, neste período que antecede às eleições, quando mais se evidenciam os discursos passionais de alguns deputados visando à reeleição. Sobre os postulantes a cargos eletivos que insistem nessa reprovável
postura, duas lições devem ser extraídas.

A primeira é a de que o eleitor claramente identifica, pelo acompanhamento através da mídia e, inclusive, em tempo real, via TV, o comportamento de cada um. A segunda é a de apontar a falta de compromisso de muitos deles para com o mandato que lhes foi confiado, na medida em que colocam seus objetivos eleitoreiros acima da responsabilidade social. É, pois, desta maneira, que nossos representantes vão se desnudando e se mostrando como verdadeiramente são.

Dessa forma, discursos marcados por agressões pessoais, “achincalhes” etc., servem como referência para auxiliar o eleitor na formação de sua convicção na definição do seu voto. A essa referência se contrapõem os valores reais dos candidatos, suas verdades, suas propostas ou suas mentiras as quais só serão avaliadas corretamente, no debate público de temas de interesse geral, no contato pessoal, no conhecimento de sua história de vida e das razões que os animam à disputa eleitoral.

Cumpre, diante do cenário descrito, alertar aos votantes que uma escolha errada, guiada pelo equívoco ou pela insensatez, em vez de soluções, trará mais problemas e mais dificuldades. Justamente por isso, o voto necessita ser bem utilizado por se constituir no instrumento mais democrático posto à disposição do cidadão. Não é só comparecer a uma secção eleitoral e se sentir desobrigado deste dever da cidadania. É grave a responsabilidade de escolher alguém com idéias e programas viáveis, com competência e coragem de implementá-los e dos quais, como decorrência, promovam uma melhor qualidade de vida para a população.

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