domingo, 16 de dezembro de 2018.
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Exploração sexual

EDITORIAL

terça-feira, 15 de maio 2018

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Aquestão da exploração sexual ainda é uma dura realidade no Brasil. Tanto que em rodovias e estradas federais de todo o País, pelo menos 2.487 pontos são considerados vulneráveis à exploração de crianças e adolescentes, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O dado foi divulgado por meio do lançamento da sétima edição do projeto Mapear 2017/2018, executado em parceria com a organização Childhood Brasil. O volume é 20% maior que o registrado no biênio anterior. Do total de locais mapeados, 489 foram considerados pontos críticos; 653 com alto risco; 776 com médio risco; e 569 foram avaliados como de baixo risco para exploração sexual de crianças e adolescentes. A maior parte dos pontos (59,55%) está concentrada nas zonas urbanas, portanto, de fácil acesso, embora a incidência (40,45%) também seja alta em áreas rurais. Na maioria das vezes, esses pontos estão vinculados a postos de combustível, bares, casas de shows, pontos de alimentação e também de hospedagem. A edição atual do mapeamento confirma uma dinâmica já registrada em estudos anteriores: a redução de pontos críticos, que são aqueles que possuem a maior possibilidade de ocorrência de exploração. Desta vez, foram 435 a menos, o que equivale a 47% do total em comparação ao biênio 2009/2010.

De fato, a redução é importante porque mostra que o País está conseguindo fazer um trabalho nesse sentido, mas, ainda assim, é preocupante o número de 489 pontos. O próximo passo é atuar para continuar reduzindo essa vulnerabilidade crítica. Outro desafio é que a exploração sexual de crianças e adolescentes é um crime muito dinâmico, porque se você faz um enfrentamento, é possível que a prática migre. Portanto, o combate deve ser feito em articulação com outras instituições e com a sociedade civil organizada. Todavia, com a união da sociedade, deve-se, cada vez mais, fechar o cerco entorno desses pontos de exploração sexual.

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