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Fenômeno político

FELIPE AUGUSTO FERREIRA FEIJÃO BACHAREL EM FILOSOFIA - UFC

quinta-feira, 12 de julho 2018

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Faltando menos de 90 dias para as eleições deste ano, nomes de candidatos favoritos já despontam, pesquisas revelam porcentagem de intenções de voto, entrevistas já ocorrem na mídia. Candidatos se destacam, nomes conhecidos são testados publicamente e nomes não tão conhecidos são apresentados.

É perceptível o crescimento de uma linha política obscura. Entretanto, talvez a causa da manutenção de tal crescimento possa residir no atual cenário nacional. O País vive imerso em problemas gritantes das mais distintas ordens e não se vê empenho mínimo de resolução. Por sua vez, o projeto governamental que vigora permanece atento a interesses próprios, alheio à realidade do povo.
Desse modo, são observados diferentes discursos. O velho engodo que prega sempre as mesmas pautas, pode estar disfarçado em criativa maneira de convencer o eleitorado de que seu anúncio é a salvação. Além disso, uma certa esquizofrenia parece marcar presença na esperteza da proclamação de uma esperança que tem o testemunho ligado a modelos gastos. Ora, diante da negligência em efetivar o que deveria ser prioritariamente garantido para a população em termos de serviços básicos, o momento é propício para o surgimento de discursos salvadores da pátria que possuem o poder de tudo resolver, de passar o Brasil a limpo. Daí porque o esforço, a tentativa de enxergar o deslanche da referida postura  como sendo uma possível resposta ao eminente caos.

Indubitavelmente, generoso público de  espectadores se identifica com este discurso e se convence de que nele está a solução para tudo, como num passe de mágica, da noite para o dia, um novo reino, pacífico e ordeiro pode ser instituído. É chegada a hora por excelência dos redentores que em muitos casos tendo nas mãos oportunidade de fazer algo, preferem acumular anos e anos de carreira de mera observação silenciosa e passiva.

Dessa forma, parece que  a base do posicionamento da expressiva linha está enraizada em radicalismos e fundamentalismos que não irão favorecer uma mudança de cenário, mas pelo contrário podem  agravar o sofrimento, sobretudo dos mais vulneráveis que já padecem nas mãos da atual estrutura, uma vez que não se debate a minoração da desordem desde sua origem. O desgaste do braço armado que diariamente se manifesta como um peso, é prova viva de que um diálogo solucionador passa longe de pronunciamentos acalorados e combativos.

Se num primeiro momento a citada vertente se mostra como obscura, ulteriormente ela se revela como clara, possuidora de uma força que felizmente ainda é desconhecida, mas que aos poucos demonstra potência.  A conjuntura segue determinada por inúmeros grupos negociadores, nomes que não representam expectativa de mudança e eleitorado descrente.

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