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Fortaleza sitiada

sexta-feira, 21 de abril 2017

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Os fortalezenses estão vivendo, novamente, dias de pânico. Após a onda de ataques a veículos de transporte coletivo de Fortaleza durante a tarde e a noite de dessa quarta-feira, 19, mais três ônibus foram incendiados ontem pela manhã. Segundo o Sindicato das Empresas do Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus), as ocorrências foram nos bairros Vila Velha, Padre Andrade e Mucuripe. Os veículos foram totalmente queimados, mas ninguém se feriu. Os novos ataques ocorrem mesmo com a operação anunciada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) de monitorar as principais linhas e vias da cidade com veículos e aeronaves da Polícia Militar. A população que depende do transporte público para se deslocar ficou apreensiva sem saber se os ônibus circulariam normalmente. Enquanto isso, pelas redes sociais e mesmo pela boca a boca, muita informação errônea e boatos eram compartilhados, aumentando, ainda mais, a sensação de pânico.
Esse quadro de apreensão é justificável, afinal, pelo menos 12 ônibus foram incendiados durante a tarde de anteontem em Fortaleza e seis na região metropolitana. Seis pessoas foram presas suspeitas de participarem dos ataques. Tudo isso levou a algumas empresas recolheram os veículos nas garagens até o fim da noite, quando a Secretaria de Segurança Pública anunciou o esquema para garantir o serviço. Apesar da orientação do Sindiônibus de que as empresas mantenham a circulação das linhas normalmente, o clima de insegurança, claro, permanece.
O fato é que as autoridades precisam ser firmes e agir, afinal, é inadmissível que mais de um milhão de fortalezenses sejam direta ou indiretamente prejudicados por conta da atuação de bandidos que, para intimidar, atacam justamente o meio pelo qual as pessoas de bem têm para se deslocar, qual seja, o sistema de transporte público. Que as autoridades saibam reagir, em nome da ordem e da lei.

EDITORIAL

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