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Futebol: a arte da motivação

quinta-feira, 03 de março 2011

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Falar de esportes no Brasil é falar de futebol, de Pelé, verdadeiro rei, reconhecido por todo o mundo, de geração em geração. Não podemos desfazer de outros craques consagrados, tais como: Garrincha, Coutinho, Pepe, Tostão, Gerson, Zagallo, Piaza, Carlos Alberto, Zico, Falcão, Toninho Cerezo, Romário, Ronaldo “Fenômeno” e tantos outros.

Pergunta-se por que motivo o futebol se transformou em um esporte de massa, num continente chamado Brasil. Responde-se: porque existe uma magia que o transformou no maior lazer popular, independentemente de classe, raça, cor, sexo ou classe social, pois todos, num estádio de futebol transformam-se em verdadeiros apaixonados, seja na tribuna de honra, camarote, cadeiras sociais ou na tomada da geral existentes em algumas praças de esporte. O radinho de pilha jamais desaparecerá, não adianta o despontar da tecnologia de ponta, pois o radinho será uma pedida, principalmente pelos menos abastados. Tem também o sanduíche, o cachorro quente, a cerveja bem geladinha, a caipirinha a malvada da cachaça servida nas imediações dos estádios.
O futebol faz a grande diferença em relação aos demais esportes, pois a bola na trave, o “frango do goleiro”, o drible desconcertante, o pênalti, o impedimento não marcado, o lance duvidoso, o xingamento com a mãe do juiz e dos bandeirinhas são peças importantíssimas dessa paixão tão brasileira.

Por falar em futebol, não poderíamos deixar de lado a oportunidade de falar sobre a torcida organizada, o torcedor com fúria e alegria ao mesmo tempo, que procura prestigiar o seu clube de coração, sempre que está a disputar os grandes títulos.

Porém, o melhor de tudo é a bola na rede, o momento máximo: muda o placar, provoca discussões, aconselhamento, diálogos, briga dos exaltados, sem esquecer o torcedor que invade o campo, é preso pelos policiais e vai ao xadrez. E, por final, o jogador, que, com a bola no pé, traduz a arte do esporte.

A vida é uma eterna onda da motivação: vai e volta, vai-e-vem como um serrote e o futebol se enquadra na arte da motivação, onde a vitória faz a diferença.

Na vida, temos que saber vencer e aceitar a derrota, pois é na derrota onde mais se aprende, pois nos dá uma outra cadência aos planos. Quem motiva o motivador é a arte do aprender de novo, de fazer sempre o melhor. É ser coletivo e socializar-se, dando oportunidade para o outro, passar a bola, rever conceitos, aprender a acertar novamente, é treinar a arte da paciência; não inovar, e sim, fazer tudo de novo, como se nada tivesse acontecido.

O futebol será sempre para o povo brasileiro a válvula de escape das angústias, pressões, da busca, das decepções, da simplicidade. Enfim, da motivação de saber viver e recuperar-se do insucesso do hoje, ao sucesso do amanhã.

Luiz Câncio – Pacto de Cooperação
 

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