sábado, 20 de outubro de 2018.
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Futuro condenado

EDITORIAL

quarta-feira, 13 de junho 2018

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Na semana em que se comemora o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) lança a campanha Não proteger a infância é condenar o futuro, uma parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O foco são as modalidades chamadas de “piores formas” de trabalho, como tarefas relacionadas à agricultura, atividades domésticas, tráfico de drogas, exploração sexual e trabalho informal urbano. Em razão dos riscos e prejuízos, o emprego de meninos e meninas nessas tarefas é proibido até os 18 anos. Nas demais situações, o trabalho é permitido a partir dos 16 anos, sendo possível também a partir dos 14 anos caso ocorra na função de aprendiz.

Os números são chocantes. Mais de 2 milhões de crianças e adolescentes de cinco a 17 anos trabalham no Brasil. São crianças cujos futuros estão ameaçados, já que uma criança que trabalha não tem a mesma concentração e energia que precisa para estudar. A consequência é a falta de competência e qualificação necessárias para inserção no mercado de trabalho e, provavelmente, aposentadoria precoce devido às sequelas adquiridas, ligadas às atividades de risco.

Houve aumento, nos últimos anos, no número de crianças de cinco a nove anos trabalhando na agricultura, uma das piores formas de trabalho infantil. Embora o número absoluto de trabalho infantil seja no meio urbano, do ponto de vista relativo, nas áreas rurais, há menor concentração, mas é onde elas mais trabalham. A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) mostra que, em 2015, havia 2,7 milhões de crianças e adolescentes trabalhando irregularmente. Unidos, podemos, todos, trabalhar para que, num futuro, nossas crianças não tenham as vidas comprometidas. As próximas gerações agradecerão.

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