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A importância do pequeno empreendedor

JOSÉ MARIA PHILOMENO ECONOMISTA

quarta-feira, 13 de março 2019

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economia brasileira encontra-se estagnada há mais de 4 anos e não demonstra sinais de substancial recuperação mesmo com o advento do novo governo. O que é refletido num contingente enorme de quase 13 milhões de desempregados, consequência da escassez de investimentos públicos e privados, e, de um modelo de gestão que cada vez mais prima pela busca da automação e virtualização de processos e serviços para a redução de custos. Assim, a oferta de empregos formais tem-se reduzido drasticamente.

Quadro este que tem levado milhões de pessoas a buscarem atividades alternativas visando suas sobrevivências, seja ousando a abertura de pequenos negócios ou dedicando-se a novas formas se ocupações autônomas. O exemplo mais proeminente é o advento dos serviços de transporte compartilhado como o Uber e similares, que já representam o meio de vida de quase 800 mil brasileiros.

Contudo, adentrar no empreendedorismo, mesmo que individual, não é uma tarefa nada fácil num país com tantas amarras como o Brasil.  Aqueles que se dispõe a empreender, abrindo espaço no mercado para diferentes produtos e novas formas de serviços, o que enriquece a economia, deveriam ser fomentados pelo governo. Entretanto, essa não é a nossa realidade. Os incentivos ao empreendedor no Brasil são quase nulos e não favorecem todos aqueles que desejam abrir seu próprio negócio.

Outra grande dificuldade é a falta de experiência ou de conhecimento sobre os temas que envolvem a condução de um empreendimento, por menor que o mesmo seja. A carência de know-how e de capacidade administrativa é a principal razão para que a maioria das pequenas empresas fecham suas portas com menos de um ano ou dois de atuação.

Segundo o Sebrae, 7% dessas empresas fecham por falta de lucro, 20% encerram o negócio por falta de capital e quase 50% dos pequenos empresários do Brasil não sabem precisar se têm lucro ou prejuízo. Esses dados nos fazem constatar que as empresas fecham por falta de uma gestão adequada dos seus recursos.

A solução é que se busque pesquisar bastante antes de abrir o negócio. Ler muito para aprender sobre o assunto e procurar se espelhar na experiência de pessoas que já passaram por situações similares e que podem transmitir seus conhecimentos e experiências. E se capacitar ao máximo em todas os setores da gestão: administrativo, técnico e comercial.

Enquanto a geração de um emprego na indústria de ponta e alta escala custa quase 1 milhão de reais, o empreendedor individual, muitas vezes, se viabiliza com R$ 20 mil ou menos.

Temos que destacar o papel fundamental do pequeno empreendedor para a economia nacional. Um país continental, heterogêneo e com mais de 200 milhões de habitantes, tem necessariamente que incentivar as iniciativas criativas e empreendedoras dos indivíduos.

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