domingo, 16 de dezembro de 2018.
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A importância do voto

IRAPUAN D. DE AGUIAR ADVOGADO

segunda-feira, 17 de setembro 2018

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Neste período que antecede as eleições cumpre alertar para a importância e significação do voto porquanto, como o instrumento mais democrático posto à disposição do cidadão, necessita ser bem utilizado. Votar não é um ato qualquer. Não é só comparecer a uma secção eleitoral e se sentir desobrigado deste dever da cidadania. É grave a responsabilidade de escolher alguém com ideias e programas viáveis, com competência e coragem de implementá-los e dos quais, como decorrência, reduzam a miséria do nosso povo e as desigualdades sociais. É, por conseguinte, o tipo de escolha que vai afetar toda uma coletividade, que vai definir seu destino num mundo cada vez mais globalizado, mais exigente e mais competitivo por isso que uma escolha errada guiada pelo equívoco ou pela insensatez, em vez de soluções, trará mais problemas e dificuldades.

Nesse sentido, cabe ao eleitor bem avaliar os valores reais dos candidatos, suas verdades e/ou suas mentiras, suas propostas, a partir dos debates públicos travados, do contato pessoal, do conhecimento de suas histórias de vida e das razões que os animam à disputa eleitoral. Estas são apenas algumas referências para a formação de sua convicção e a definição propriamente dita do seu voto. Não se deixe seduzir pelas aparências. O cidadão responsável sabe que não há soluções fáceis para problemas complexos e nem mágica para mudanças.

A despeito da vigente legislação eleitoral já ter melhor disciplinado a utilização da propaganda com a proibição da poluição visual na paisagem de nossas ruas e avenidas, ainda persiste o abuso de algumas práticas na mesma direção. O eleitor deve observar e identificar, pelo volume e ostentação, quais os candidatos que abusam do poder econômico nas campanhas eleitorais. Muitos deles colocam seus objetivos eleitoreiros acima da responsabilidade social. É, justamente aí, que os candidatos vão se desnudando e se mostrando ao eleitor como verdadeiramente são.

Quanto as suas propostas e planos de governo, procure o eleitor examinar se os temas abordados, especialmente em relação à segurança pública, a educação e a saúde, não são tratados superficialmente nos seus aspectos mais gerais e óbvios. Tem-se observado, nas campanhas passadas, que a discussão entre os candidatos não envolve itens relevantes e contemporâneos, como currículo escolar, a sedução das drogas e como lidar com elas, – e não, apenas, o redundante combate ao narcotráfico -, a situação do negro na sociedade, o avassalador apelo ao sexo nos programas de TV e tantos outros que interessam de perto à família.

Com o surgimento, nos últimos tempos, das ONGs, passa-se a falsa noção de que esses assuntos não mais integram a órbita de atuação do Governo, inserindo-se na jurisdição destas entidades. Ou, ainda: que tais questões se circunscrevem ao foro íntimo de cada um ou, no máximo, ao âmbito familiar. O que se precisa, e com urgência, é a discussão sobre a infância (meninos na rua), mal criados, sem escola, sem teto e, o que é pior, sem perspectiva de futuro.

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