sábado, 24 de agosto de 2019.
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Infância maculada

EDITORIAL

quinta-feira, 13 de junho 2019

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Trabalho infantil no Brasil ainda é uma mácula que empobrece a nossa juventude. No Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, lembrado ontem, foi o momento para lembrarmos que, atualmente, ainda há uma naturalização do trabalho infantil, como se fosse algo positivo para crianças e adolescentes. De fato, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2016 mostram que o Brasil tem 2,4 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalhando. Os adolescentes pretos e pardos correspondem a 66,2% do total do grupo identificado em situação de trabalho infantil. Em relação ao perfil econômico das famílias com crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil, 49,83% têm rendimento mensal per capita menor do que meio salário mínimo, sendo consideradas família de baixa renda.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define como trabalho infantil aquele que priva as crianças de sua infância, seu potencial e sua dignidade. É também a forma de trabalho prejudicial ao desenvolvimento físico e mental das crianças, aquela as priva de oportunidades de frequentar a escola. Apesar da redução registrada nos últimos anos, o cenário do trabalho infantil ainda é preocupante no Brasil, sobretudo na faixa etária entre 14 e 17 anos. Entre 1992 a 2015, houve redução de 65% no número de crianças e adolescentes nesta situação. As ações de fiscalização e programas de transferência de renda como a condicionalidade de frequência escolar estão entre as principais contribuições para o avanço na redução do problema, mas é preciso avançar mais em nome do futuro do Brasil.

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