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Jáder de Carvalho, o mito!

terça-feira, 23 de abril 2013

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No último dia 18 de abril, quinta-feira, foi inaugurado em pleno calçadão da Av. Beira Mar, o Espaço Cultural Jáder de Carvalho. Quem foi Jáder de Carvalho?

A Serra do Estevão, distrito de Quixadá, relembra até hoje os dias inquietos e peraltos do menino Jáder. Nesse pedaço de chão cearense, seus biógrafos narram que o jovem Jáder reinava ora quando corria pela bucólica região serrana, vezes outras quando se banhava no rio Banabuiú.

E vale o comentário de que este rio não apenas banhou o mito Jáder de Carvalho, mas também emprestou frescor ao grande ídolo da personagem ora biografa: João Brígido.

Jáder Moreira de Carvalho foi jornalista, advogado, professor e escritor. Sua infância já descrita acima, também fora marcada pelas sucessivas secas em que presenciou, inclusive, a famigerada de 1915. Nessa época a cena mais comum era o exagerado êxodo rural, as brigas por terras, a fome e a miséria da população platicéfala.

Porém, faz-se mister dizer que, na infância, Jáder não assistira só cravos, mas também conseguira recolher para seu jardim: flores. O bisavô, português, trouxe de sua cidade um verdadeiro acervo histórico de romances e clássicos portugueses. Desta feita, Jáder devorou todas as obras clássicas portuguesas e mundiais.

Sendo assim, não havia outra forma para desabrochar seu talento, senão através das velhas máquinas de datilografia. Aos 17 anos, já dominava as redações de jornais de Iguatu. Nos tenros 20 anos de idade era considerado um dos maiores intelectuais da época. Em seguida contraiu núpcias com a profícua escritora Margarida Sabóia de Carvalho, e em parceria com a mesma, fundou seu primeiro jornal: “A esquerda”.  Estreou na literatura com a obra: “O Canto Novo da Raça”.  

Formou-se em Direito pela velha Salamanca do Ceará em 1931.  Neste mister brilhou e, por conta disso, foi homenageado com a criação do Prêmio Jáder de Carvalho de Direitos Humanos, premiando àqueles que se dedicam a esta luta.

Nos meados de 1940, funda a grande inspiração de sua vida, o jornal “Diário do Povo”. Sobre seu jornal asseverava: “Lá realizei a verdadeira democracia”. Envolvidos nas questões políticas, e sempre muito sensível aos desatinos sociais, participou da fundação do PSB.

Pertenceu à Academia Cearense de Letras. Foi nomeado por aclamação com o título de “Príncipe dos Poetas Cearenses”  e ainda integrou o Instituto do Nordeste. Teve sete filhos, entre os quais, o destacável ex-senador da República e Advogado dos mais admirados: Cid Sabóia de Carvalho.  Morreu aos 83 anos nesta Capital em que vivia.

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