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Leitura na infância

quarta-feira, 19 de abril 2017

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A leitura é um hábito que deve ser cultivado desde a infância, na mais tenra idade. Sobre essa questão, uma notícia positiva. Dados do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) mostram que o crescimento de vendas do gênero infantil em 2016, em relação a 2015, foi de 28%. Nesse mesmo período, o mercado geral de livros caiu 9,7%. Os dados tratam dos livros vendidos no varejo, em livrarias, e vem à tona na semana em que se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil, data escolhida em homenagem ao escritor brasileiro Monteiro Lobato, que nasceu neste dia, em 1882.

Embora as vendas tenham aumentado, as obras infantis ainda representam fatia pequena do mercado nacional de livros, 2,8% em 2016 – um aumento em relação aos 2% registrados em 2015. Dados do último Censo Escolar, de 2016, mostram que 50,5% das escolas de educação básica têm biblioteca e/ou sala de leitura (esse percentual é de 53,7% para as que oferecem ensino fundamental e de 88,3% no ensino médio). O Brasil tem até 2020 para cumprir a meta de universalizar esses espaços, prevista na Lei 12.244. A legislação, sancionada em 24 de maio de 2010, obriga todos os gestores a providenciar um acervo de, no mínimo, um livro para cada aluno matriculado, tanto na rede pública quanto privada.

O fato é que devemos criar políticas que facilitem que os livros cheguem às mãos das crianças, mas também, devemos, individualmente, incentivá-las a ingressar no fascinante mundo da leitura. E ninguém melhor para desempenhar essa tarefa que os pais, afinal, eles que acompanham, no dia a dia, o desenvolvimento de seus filhos. O Brasil pode ser um país de leitores, para tanto, é preciso que todos se engajem nessa questão, que, sem dúvida, trará benefícios não somente individuais, mas, acima de tudo, sociais, uma vez que uma nação mais instruída significa um povo mais consciente.

EDITORIAL

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