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A mais recente carta dos bispos

quinta-feira, 18 de maio 2017

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por ocasião do fim de sua 55ª. Assembleia Geral, reunida em Aparecida-SP, no dia 3 de maio de 2017, sentiu-se no dever de, mais uma vez, externar suas reflexões diante da delicadíssima conjuntura política, econômica e social pela qual vem passando o Brasil. O título do documento dos bispos é “O Grave Momento Nacional”. Neste breve artigo vou tentar citar os pontos mais salientes do documento. Os bispos lamentam o desprezo da ética e dos princípios morais, “ base indispensável de uma nação que se queira justa e fraterna”. É justamente o desprezo da ética e dos princípios morais que levam “a uma relação promíscua entre interesses públicos e privados” e que foram a razão principal dos chocantes escândalos de corrupção que a nação testemunhou. Ética é a condição indispensável para nós lutarmos contra a corrupção, a violência contra pessoas e a vida, contra o tráfico das drogas, a sonegação fiscal e o abuso do poder econômico e político etc.
Os Bispos, com muita razão, afirmam que nosso Estado democrático “corre riscos na medida em que crescem o descrédito e o desencanto com a política e com os Poderes da República cuja prática tem demonstrado enorme distanciamento das aspirações de grande parte da população”. Mais uma vez os bispos afirmam a absoluta necessidade de uma profunda reforma do sistema político brasileiro. Os bispos novamente lembram aos políticos que “não é lícito exercer a política de outra forma que não seja para a construção do bem comum”. Eles recordam que a atual economia globalizada dá primazia ao mercado, “em detrimento da pessoa humana e ao capital em detrimento ao trabalho, quando deveria ser o contrário”. O documento cita as palavras do Papa Francisco encontradas em Evangelii Gaudium (58) onde ele diz: “o dinheiro é para servir e não para governar”.
Para superar a atual crise, o documento da CNBB fala sobre três necessidades:
a) reformas que se legitimam quando obedecem à lógica do diálogo com toda a sociedade, com vistas ao bem comum;
b) Do Judiciário, “a quem compete garantir o direito e a justiça para todos, espera-se atuação independente e autônoma, no estrito cumprimento da lei”;
c) Da Mídia “espera-se que seja livre, plural e independente, para que se coloque a serviço da verdade”. No fim do documento os prelados reunidos em Aparecida urgem a construção de um projeto viável de nação justa, solidária e fraterna. Os bispos acreditam na coragem, fé e esperança do povo brasileiro, afirmando que “está em suas mãos defender a dignidade e a liberdade, promover uma cultura de paz para todos, lutar pela justiça e pela causa dos oprimidos e fazer do Brasil uma nação respeitada”. Realmente, este documento é uma injeção de ânimo e esperança ao povo brasileiro.

Brendan Coleman
Redentorista

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