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Melhor que o esperado

EDITORIAL

terça-feira, 05 de dezembro 2017

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No encerramento de um ano tumultuado pela política, uma notícia alvissareira para o Brasil: o mercado financeiro espera um crescimento maior da economia neste ano. A estimativa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, subiu de 0,73% para 0,89% este ano, e de 2,58% para 2,60% para 2018. Os dados são do boletim Focus, uma publicação divulgada no site do Banco Central todas as semanas, com projeções para os principais indicadores econômicos.

Na última sexta-feira (1º), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o PIB fechou o terceiro trimestre de 2017 com alta de 0,1% na comparação com o segundo trimestre. Nos nove meses do ano, o crescimento acumulado ficou em 0,6%, em relação a igual período de 2016.
Enquanto, o mercado financeiro aumentou a projeção de crescimento econômico, a estimativa para a inflação em 2017 caiu.

A expectativa é que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) termine o ano em 3,03%. A projeção anterior era 3,06%. Essa foi a segunda redução consecutiva. Para 2018, a estimativa para o IPCA foi mantida em 4,02%. As projeções para 2017 e 2018 permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 7,5% ao ano. A expectativa do mercado financeiro é que a Selic caia para 7% ao ano, nesta semana, na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) em 2017. Para o fim de 2018, a estimativa para a taxa segue em 7% ao ano. Pelos números, pode-se deduzir que o País encontrou a saída para a crise econômica. Agora, almeja-se que a política não atrapalhe os rumos da economia.

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