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MISHELL & Aesso

INOCÊNCIO NÓBREGA JORNALISTA

quinta-feira, 07 de dezembro 2017

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Imensos trusts monopolizam o mercado petrolífero no mundo. Tal é sua força que o sistema financeiro, as redes bancárias, governos e suas máquinas administrativas são por eles dominados. A isso chamamos de Interesses Ocultos. Seus espertos agentes que nos países, principalmente os indefesos, atuam no sentido exploratório, só têm compromisso com eles mesmos.

No Brasil, essa história começa com a Stand Oil e a Royal Dutch e Shell, aqui contando com a parceria do Departamento Nacional da Produção Mineral, entregue ao Sr. Fleury da Rocha, um Meirelles de antigamente. A descoberta geológica do oleífero, na região do Riacho Doce, território alagoano, pelo cientista José Bach, que tentou prospectá-lo, obtém indiscutível apoio do governador Osmando Loureiro. O projeto, porém, sofre obstáculos por parte do DNPM, após se chegar a determinada profundidade de perfuração. Monteiro Lobato é processado por denunciar o órgão e seus asseclas, em carta-aberta à população. O geólogo, que aí residia, entregue à polícia, foi desaparecido, como por encanto. O fato está a completar 99 anos.

Houve outras tentativas brasileiras, geridas por empresas que criaram a Cia. Petróleo do Brasil, uma das inspiradoras da Petrobrás, mas não lograram êxito, todas esbarradas pela famigerada “Lei de Minas”, ou simplesmente “Lei Fleury”, também chamadas de “leis ratoeiras”. Para frente, surgem novos atores. Aesso se populariza, mercê da criatividade jornalística, ao patrocinar o conhecido “Repórter Esso”, estreado na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, na década de 1940, e do mascote tigre. Ludibria o pres. JK, que nacionaliza sua razão social, para Esso Brasileira de Petróleo. Alcançava 1.700 postos de combustíveis, no momento resolve vender a sua parceira Mishell, seus direitos comerciais no Brasil.

Aesso prossegue em outros países, Mishell, aqui simbolizada por raposa, continua atazanando a consciência dos governantes brasileiros e quem a apoia, sem poupar a mídia. Se a Lei Fleury derrubou quaisquer iniciativas de exploração do petróleo, reencarna-se na MP, em tramitação no Congresso, propondo mudanças nas regras do monopólio estatal no setor, fatiado por FHC, enfim engolir o pré-sal e minar a Petrobrás. Preferem o sal do mar ao doce do rio, a fim de tornar mais salgada a soberania brasileira, para manterem vivos seus privilégios.

A dupla imiscui-se nas políticas e autonomia dos povos, colaboradora e mantenedora de golpes de estado. Facetada de autoridades públicas leva sempre a melhor nos Supremos Tribunais e Parlamentos, beneficiando-se de legislações espúrias, perpetuando-se na memória da nação.

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