sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Mudanças no financiamento habitacional

EDITORIAL

quarta-feira, 21 de agosto 2019

Imprimir texto A- A+

Apartir do próximo dia 26, a Caixa passará a oferecer financiamento imobiliário com uma taxa de juros mais baixa, mas o contrato será reajustado mensalmente pela inflação. Atualmente, os empréstimos para a compra da casa própria são corrigidos pela TR (taxa referencial). Criada em 1991 em uma das medidas para conter a hiperinflação, a TR é considerada uma das jabuticabas do sistema financeiro. Além de corrigir os contratos de financiamento imobiliário, a TR corrige a poupança e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), duas das principais fontes de recursos para o setor de construção e a compra de imóveis.
Mas nada é por acaso. O que a Caixa planeja é criar um mercado de títulos de dívida de financiamento imobiliário. Vários contratos de créditos seriam emitidos e vendidos no mercado a uma taxa de juros fixa mais a inflação, em uma estrutura de remuneração parecida com títulos da dívida pública Tesouro IPCA+. Com mais dinheiro, e sem a necessidade de carregar a dívida, o banco poderia emprestar mais, reduzindo o custo do dinheiro.
Com a mudança, o cliente poderá contratar financiamento cuja taxa de juros terá dois componentes: taxa fixa, entre 2,95% e 4,95% ao ano, mais a variação da inflação (pelo IPCA mensal). A taxa menor, de 2,95% ao ano, será apenas para servidores públicos. Trabalhadores do setor privado terão juros a partir de 3,25% pela nova modalidade. Nos dois casos, o teto é 4,95%, para clientes que não têm relacionamento com o banco público. Em outras palavras, se a inflação subir… (NA).

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter