terça-feira, 25 de junho de 2019.
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O arado

ROSSANA BRASIL KOPF ADVOGADA PSICANALISTA

segunda-feira, 07 de janeiro 2019

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Oarado, essa rude máquina do campo que, quando arrastada sobre a terra, nela provoca sulcos profundos com suas afiadas e pontiagudas lâminas de aço, é empregada com ênfase por Jesus, em seu evangelho. Eita, alguém pode pensar que virei *santinha* longe disso , mas, realmente, minha ligação com Jesus é grande.

Destaca o Senhor que o arado se assemelha ao homem, em sentido figurado, no que diz respeito à seriedade dos compromissos que a vida destina a cada caminheiro. E não deixa de ser uma verdade interessante, porque na medida em que se absorvem novos conhecimentos, igualmente crescem as responsabilidades das pessoas.
Enquanto o arado, através da força física animal, desliza sobre a terra arroteando a rudeza do chão, tornando-o macio para receber as sementes e os fertilizantes naturais, os quais, somando-se à água e ao carinho do lavrador, vão brotar e desenvolver-se, o homem, com seu empenho, dedicação e amor, também cultivará, em seu tempo de plantio, as boas sementes, que lhe trarão os resultados benéficos. Dessa forma, temos, então aquela observação que o Mestre faz aos que querem mudanças, concitando todo aquele que manifesta sua vontade de reformar-se.
“Vem, vem comigo. Mas, se puseres a mão no arado não olhes para trás; avança no trato da terra bruta, sem vacilar, e receberás a recompensa.”
Sim, tem pleno sentido, porque vacilar significa dúvida, incerteza; olhar para trás poderá expressar indícios de arrependimento diante da decisão tomada ou mesmo saudade de algo que fica, que está sendo deixado, e isso não é um bom sinal.
Pela amostragem no mundo, percebemos que nem todos buscam o aperfeiçoamento moral. Cada um, na sua sagrada individualidade, caminha muitas vezes sofregamente em chão pedregoso, amargurando momentos em que é envolvido por dores e sofrimentos que se manifestam no fundo da alma, com aflitivos resultados no campo do sentimento. Encontram-se também em trânsito conosco aqueles que, embora sem acreditar ainda na presença divina e nas forças do Universo, procuram corrigir-se em suas maneiras e prosseguem na busca do conhecimento, por não terem ainda encontrado a solução adequada aos seus enigmas, que não são poucos. Há, ainda, aqueles outros que pouco se importam com a vida e passam por ela sem se despertar, envolvidos que estão no agressivo, cruel e inóspito submundo e nada se importando com a lei do retorno. Por considerarem essa existência como única, aproveitam-na da forma e maneira como bem a entendem, sem qualquer princípio de decência.
É sabido que nem todos acordarão para esse sentimento, enquanto estiverem aqui, a caminho; levam em conta essa condição e permitem que a vida passe sem que se acrescente algo de bom e útil no curso da existência enquanto se acham a caminho.
O homem que traz firmeza em seus atos, em seus propósitos, não teme as mudanças conclamadas pelo sentimento; pelo contrário, olha para frente e avança, resoluto, com seus passos fortes e decididos na busca de seus objetivos, de seus ideais, sabendo racionalmente o que realmente é.
Reflita seriamente sobre este assunto. Se você pressente a necessidade de mudanças em sua vida e ouviu o chamamento de Jesus, pela voz silenciosa da intuição, não vacile. Levante-se, tome o arado e avance.
Fraquejar? Nem pensar.

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