sexta-feira, 27 de Abril de 2018.
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O Brasil que queremos

JOÃO GONÇALVES FILHO (BOSCO) ACADEMIA LIMOEIRENSE

segunda-feira, 16 de Abril 2018

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Face à complexidade e gravidade da atual crise brasileira vivenciada, no momento, nas instituições democráticas, alicerçada numa crise endêmica de corrupção, com envolvimento expressivo de políticos, empreiteiras, ex-governadores, ministros de Estado, até de ex-presidente, numa verdadeira promiscuidade entre o público e privado, a mídia nacional e entidades de classe têm reservado espaços para despertar a sociedade para a sua responsabilidade politica, quando das próximas eleições de outubro do presente ano. Lamentamos que a política brasileira esteja eivada e associada à deformações viciosas, traições ao mandato popular recebido e suspeições de toda ordem.

Corrupção, troca de cargos públicos por aprovação de projetos, no Congresso Nacional, politicagem, clientelismo, nepotismo, impunidade, mensalão, lava jato, emendas no orçamento para beneficiar empreiteiras, obras superfaturadas, fisiologismo, são manchetes contínuas pontuadas, diariamente, na mídia local e internacional. Oportuno resguardar-se a integridade política e ética de boa parte dos congressistas, como políticos íntegros e reais defensores da sociedade. Para cientistas políticos, não obstante a este “festival de escândalos ignominiosos”, a democracia brasileira vem dando espaços objetivos e históricos para o seu fortalecimento, a partir da operação Lavo Jato, quando corruptos e corruptores são colocados à julgamento, com ampla presunção de inocência, apenados com prisões carcerárias, enfim, na premissa de que todos somos iguais perante nossas leis.

O Brasil precisa mudar, ser mais seguro, democrático, eliminar-se o ”analfabeto político”, fazendo educá-lo de sua responsabilidade social, cidadã, quando do exercício do voto livre, consciente, com candidatos com “ficha limpa”, do contrário, este “status quo” irá prolongar-se, por mais décadas e até gerações. Sem essa mudança radical de atitudes, o Estado brasileiro mostra-se, insuficientemente, ineficaz na solução dos seus grandes problemas. “A mudança começa com novos conceitos e novas atitudes”: alicerces essenciais para o nosso real crescimento. Oportuna a constatação de que os “analfabetos políticos parecem ser os privilegiados deste contexto político “, já que não sabem exercer o seu “poder de indignação”, embora sejam os mais atingidos, deixando-se levar pela “força populista e eleitoreira “de alguns políticos, quando em campanha eleitoral.

O nosso sentimento de brasilidade deve expurgar o nosso “sentimento de impotência” diante desta crise histórica, fortalecemo-nos para a consciência política de que cada cadadão é chamado a contribuir para a superação desta crise, que parece não ter mais fim. Lamentável é a constatação de que grande parte da sociedade, ante esse quadro de mazelas, encaminhe-se para uma postura de descrédito, desprezo e desqualificação dos legítimos representantes do povo, dos partidos políticos, dos governantes e, o mais grave – das instituições democráticas. Numa leitura maior, alguns inescrupulosos políticos tenham transformado a política em algo sujo,abominável e desprezível. Vamos discuitir mais ideias e menos pessoas, singularmente, quando se aborda debates políticos. O embate deve ser sempre à procura de um “projeto de governo” e “não de poder”, como aconteceu nos 13 últimos anos. Os contraditórios ideológicos devem ser respeitados e tolerados, mercê à nossa realidade democrática. Enfim, o que queremos é um Brasil igual para todos.

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