sexta-feira, 23 de agosto de 2019.
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O desafio dos Direitos Humanos

FELIPE AUGUSTO FERREIRA FEIJÃO BACHAREL EM FILOSOFIA

segunda-feira, 17 de dezembro 2018

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Aprovada em 1948 pela Assembleia Geral da ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos positiva e reconhece a dignidade da pessoa humana merecedora de padrões estabelecidos na relação entre povo e autoridades. 70 anos após a declaração, muitos são ainda os desafios que os governos têm para alcançar ou manter de forma básica os preceitos eticamente estabelecidos.

De acordo com pesquisa do Instituto Ipsos, feita em abril deste ano, 66% dos brasileiros creem que os direitos humanos protegem mais os bandidos do que as vítimas. Considerável parcela da população está, por assim dizer, desacreditada dos direitos humanos.
“Direitos humanos para humanos direitos”, essa é uma expressão bastante utilizada nos dias atuais. A grave situação de insegurança na qual o País se encontra, parece preparar o alicerce dessa famosa frase, pronunciada certamente pelos humanos que se acham direitos, resta saber se realmente são.

Outra consequência do caos em que está mergulhada a atmosfera do Brasil é um discurso de pulso firme e braço pesado. Tal pensamento que simplifica a realidade parece não conceber que antes de punição, o fundamental é que não seja preciso o peso do Estado sobre ombros, por vezes, vulneráveis e entregues ao acaso, mas que o mesmo Estado surja antes na oferta de uma vida digna. Sem dúvida, esse é um discurso tentador, mas a hipótese de piora da condição precisa ser levantada.

Essa breve explanação mostra o desafio a ser enfrentado por uma sociedade que se pretenda resguardada de seus direitos, que não servem apenas para alguns, para certo grupo privilegiado ou desprivilegiado, mas para todos. Não será através de uma narrativa de inversão que se chegará ao reconhecimento adequado. Se existe uma estrutura social de constante violação dos direitos da maioria, o papel de sujeitos conscientes vai na contramão dessa onda.

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