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O legado de Aparecida

quarta-feira, 11 de outubro 2017

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No dia 12 de outubro deste ano, a Igreja Católica, comemora os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição, que pelo fato de ter sido encontrada por três humildes pescadores, recebeu mais tarde o nome de Aparecida.

Ela apareceu nas águas do Rio Paraíba do Sul, São Paulo, no ano de 1717. Os três homens, que saíram para pescar, lançaram as redes, e, primeiramente pescaram o corpo e depois a cabeça da imagem, conforme afirmou o papa Francisco, no encontro com o episcopado brasileiro em julho de 2013. “No início do evento, que é Aparecida, está a busca dos pescadores pobres. Tanta fome e poucos recursos. As pessoas sempre precisam de pão. Os homens partem sempre das suas carências, mesmo hoje”.

Com isso, nascia a devoção para com a imagem, o que séculos mais tarde, poderia ser observado na religiosidade popular que se manifesta atualmente na fé do povo católico brasileiro que a tem como padroeira.

Mas, é preciso atentar para o seguinte fato descrito pelo papa no referido texto: “Veem, então, a imagem da Imaculada Conceição. Primeiro o corpo, depois a cabeça, em seguida a unificação de corpo e cabeça: a unidade. Aquilo que estava quebrado retoma a unidade. O Brasil colonial estava dividido pelo muro vergonhoso da escravatura. Nossa Senhora Aparecida se apresenta com a face negra, primeiro dividida, mas depois unida, nas mãos dos pescadores”.

O País daquela época era escravagista. Utilizava seres humanos como se fossem objetos, por causa da cor, da origem. No entanto, são homens simples, os personagens do acontecimento do achado de uma imagem negra, o que significa o legado ulterior que a mística devocional de um povo reconheceria e, por isso, celebraria.

Felipe Augusto Ferreira Feijão
Estudante

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