segunda-feira, 23 de julho de 2018.
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"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

O maravilhoso mundo da exposição I: Arrasando no “insta”

FELIPE AUGUSTO FERREIRA FEIJÃO ESTUDANTE DE FILOSOFIA - UFC

quarta-feira, 10 de janeiro 2018

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Éinegável a explosão que, nos últimos tempos, ocorreu na internet. O uso das redes sociais por pessoas comuns ou celebridades proclamadas, agora é algo bastante explícito. Uma gama de informações pode estar à disposição do usuário em apenas simples movimentos dos dedos na tela do celular.
Daí a necessidade sentida por alguns de prestarem um culto devoto a constante alimentação de sua conta. Num ritmo quase frenético, postagens e mais postagem invadem as publicações. Interessante: parece que há uma regra que deve ser seguida a todo custo.

Nas fotos postadas, devem constar rostos alegres, ainda que aparentemente, o importante é o sorriso estampado. Para alguns, outra regra é a de informar aos seguidores tudo ou quase tudo que estão fazendo em forma de publicação. Sim, existem os calados, que acompanham em solene silêncio, mas vigilante, a vida alheia. Nesse quesito de fofoca, as vizinhas conhecidas por isso, não precisam mais espiar na rua quem chega, quem sai ou para onde vão, pois recebem a informação na comodidade de seu celular.

Sem dúvida, existem generosas exceções de figuras que não decepcionam os seguidores, muitas vezes presos nas teias da generalizada bestialização imperceptível que os circunda a todo momento. Ora, nunca se sabe se as manias citadas anteriormente, são contagiosas. Entretanto, sinal de que influenciam é a popularização de tais vícios que se propagam em ritmo de doença disseminada. Vale tudo para que mais e mais indivíduos liguem-se a outros que não se cansam de se expor. Conexão a toda hora e em qualquer lugar também consta nos mandamentos que, agora, constituem o seguimento de um dos novos deuses contemporâneos.

Falando em influência, existem agora os que ditam tendências para que outros provem e façam uso da coisa utilizada em questão. Nesse sentido, para muitos empreendedores, o uso da rede social é sério. Aproveitam o potencial público que ali podem conseguir, e propagandeiam produtos. Parece que isso tem se mostrado lucrativo. Aos que desejam recrutar elevado número de discípulos, técnicas testadas e comprovadas são indispensáveis e, nesse caso, fazer um curso intensivo é bem oportuno.

Não se pode esquecer de outro fator que agrega internautas. O poder da afinidade. Contas das mais variadas celebridades, de distintos temas, somam fiéis adeptos que, assim, demonstram sua militância engajada ou sua indiferença, preocupada com determinado assunto. Formam verdadeiras comunidades organizadas que não dispensam polêmica (ainda que criada e vulgarizada pelos próprios).

Enfim, nos dias de hoje, quem não se enquadra nessas referências, em círculos de elevada inteligência (no assunto), pode até ser ridicularizado. Os silenciosos que pouco se pronunciam ou os que preferem não aderir a febre que veio para ficar (se mostrando uma doença séria), se mantendo assim, na pré-história, possuem a vantagem de observar esse espetáculo limitadamente, mas padecem da tentação de, repentinamente, se tornarem o que observam.

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