quarta-feira, 26 de junho de 2019.
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O transtorno de viagem aérea

Edmar Ximenes Geólogo

quarta-feira, 02 de janeiro 2019

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Operíodo de férias incrementa a procura por viagens, as famílias se reúnem e buscam novos rumos com o intuito de se divertir, desopilar o “fígado” respirando novos ares.
Com esse objetivo viajei com a família para Gramado – RS e me dei conta da ineficiência e do quão confuso está viajar por via aérea em nosso país.

Pude perceber que a falta de concorrência externa faz com que nossas empresas aéreas não se esmerem no cuidado com seus clientes, deixando-os em certos momentos, em situação vexatória pagando preços absurdos por um serviço precário.
Em nenhum dos trechos realizados, foram cumpridos os horários previstos, em todas as situações o voo inicial atrasou e comprometeu a conexão seguinte, nos levando a uma correria que seria desnecessária, caso houvesse uma melhor organização e preocupação com os clientes.

O voo de ida, em horário de almoço, serviu apenas sucos, água, refrigerantes e um pequeno sachê com sementes ou cookies integrais, que jamais substituiriam, nem como paliativo, uma alimentação principal, mas imaginamos que chegando em Brasília teríamos tempo suficiente para nos alimentar. O atraso do voo, nos deixou sem uma alimentação razoável. Resolvemos comprar então um lanche no voo, pois só chegaríamos em Porto Alegre às 18:00h e nos demos conta do valor absurdo cobrado por um lanche pequeno e insuficiente, mas não tínhamos outra alternativa.
Na volta almoçamos em Porto Alegre e embarcamos saciados, em mais um voo atrasado.

Em Brasília, já voltando, a situação mais angustiante, desembarcamos em uma ponta do aeroporto e tivemos que sair correndo com malas e uma criança para a outra ponta, ouvindo o insistente aviso de que aquela era a última chamada e percebíamos que estaríamos próximos de perder o voo. Foram momentos de tensão e esgotamento físico durante aquele longo percurso até a chegada à aeronave que já estava próxima de fechar as portas, fomos os últimos a embarcar.

Ao embarcar reclamei da situação junto a uma comissária de bordo e tive que ouvir dela um “o senhor acha?” Ou seja, pouco se preocupou em se desculpar ou tentar minimizar nossa insatisfação que era geral dentro da aeronave, que por sinal é extremamente desconfortável. Tenho quase 1,90 m e quando o passageiro da frente baixa o encosto, tenho que colocar as pernas de lado e a viagem é tipo ônibus semi leito.

Apelo para que a agência reguladora desse serviço, a ANAC, que faça uma melhor fiscalização, dando a nós usuários uma maior atenção e que possamos desfrutar de mais conforto antes, durante e depois do voo.
Viajar tem sido TAM complicado que perdemos o prazer de ver o AZUL do céu e a emoção de quem fez um GOL de placa…AVIANCA cheia de (des) graça!!!

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