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Obras inacabadas

EDITORIAL

sexta-feira, 10 de novembro 2017

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OGoverno lançou o Programa Avançar, com o objetivo de finalizar 7.439 obras que estão paralisadas. O investimento previsto é de R$ 130,9 bilhões, e a entrega das obras deve ocorrer até o final de 2018. A apresentação do programa reúne diversos ministros, em cerimônia no Palácio do Planalto, com a participação do presidente Michel Temer. O programa prevê a conclusão de obras de saneamento, creches, unidades básicas de saúde, recuperação de pistas de aeroportos e duplicação de rodovias, entre outras iniciativas.

O Nordeste terá o maior número de obras finalizadas. Serão 3.186, com investimentos de R$ 19 bilhões. Em seguida, vem o Sudeste, com 1.931 obras, totalizando R$ 52,51 bilhões. O fato é que serão concluídas pelo programa obras inacabadas, algumas paralisadas há anos, o que demonstra a retomada do investimento público no País. Os recursos virão de três fonte: R$ 42,1 bilhões. do orçamento geral da União; R$ 29,9 bilhões, da Caixa Econômica Federal, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 58,9 bilhões, de empresas estatais do setor de energia, em especial a Petrobras.

O fato é que essas obras precisam ser concluídas dentro de um critério de racionalidade, de modo a fazer com que os recursos públicos, de fato, sejam bem aproveitados. É inadmissível que tantos recursos, todos os anos, escoem pelo esgoto da corrupção, enquanto milhões de brasileiros, principalmente os mais pobres, sofrem com serviços públicos precários, morrendo em filas de Hospitais ou mesmo tendo dificuldade para registrar um simples boletim de ocorrência. Os brasileiros esperam que essas obras saiam, de fato, do papel e ajudem a reduzir a imensa demanda que o povo tem em setores essenciais como educação, segurança e saúde. Os pagadores de impostos merecem mais.

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