domingo, 16 de dezembro de 2018.
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Os riscos do fascismo

Edmar Ximenes - Geólogo

quarta-feira, 03 de outubro 2018

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Uma das características explícitas do fascismo é atingir as pessoas a partir de temas que mostram um certo ar de pureza, através do patriotismo ufanista, utilizando-se de simbologias, jingles e muitos outros artifícios cheios de cores da bandeira nacional, como se fossem usuários exclusivos de nossos símbolos nacionais.
Criam, no imaginário popular, inimigos da nação; despertam o medo em suas mentes e lhes convencem a necessidade de ignorar os direitos básicos, apelando para ações extremistas em nome de aplicar justiça de interesse comum, partindo para a defesa da tortura, execuções sumárias, que nada mais são do que admissão da pena de morte e ainda colocar seus “inimigos da pátria” em encarceramento, sem data de vencimento.

Esse estímulo ao medo permanente faz com que as pessoas se juntem, em um movimento supostamente patriótico, buscando destruir tudo que lhes ameacem e essa “ameaça” sempre vem das minorias, sejam elas raciais, religiosas e étnicas ou simplesmente por serem comunistas, socialistas, terroristas.
Tendo a população mergulhada nessa lama de medo, os governos fascistas buscam, nos militares, uma saída para dar segurança à população, deixando de lado a agenda doméstica e civil do País, enterrando a nação em tempos de exceção.

E a partir daí, segue-se a capilarização do fascismo a iniciar pelo domínio dos homens, já que no fascismo a mulher é colocada como limitada aos papéis tradicionais mais rígidos. Todos os temas mais modernos, que avançam de acordo com as mudanças ocorridas na sociedade, como aborto, divórcio, homossexualidade, são tirados de pauta e o estado se torna o comando geral que cuida da família.

O fascismo, nesse momento, faz uso da religião do país a partir de seus líderes, de forma a convencer a população que falam em nome de Deus, mesmo estando claro que os planos de Deus apontam para uma outra direção bem diferente.

Em função da participação dos grandes grupos econômicos do país, apoiando historicamente o fascismo, dando a ele um significativo poder, através de negócios de benefícios mútuos, surge, no meio da organização dos trabalhadores, uma ameaça real. Essa ameaça é combatida através da repressão aos sindicatos, de forma a encarcerá-los ou eliminá-los por completo. Outra frente a ser combatida são os mestres nas universidades, contra quem se abre um comportamento hostil através da censura e até da prisão, abrindo claramente um veemente não à liberdade de expressão, seja pelas artes ou pela palavra.
Quem está desatento entende que o fascismo é um instrumento de combate à corrupção, mas uma vez no poder, esses grupos de aliados e amigos se apoderam dos recursos nacionais e os usam em benefício próprio.

Se está criada, no seio de uma nação, a sensação de que tudo está sem controle, tudo fora do lugar, o fascismo indica a perda dos direitos incluso na liberdade, como uma forma de fazer as coisas voltarem aos trilhos. Chegando ao poder, o fascista se apega a ele e cria situações conflituosas, que mostrem a necessidade de que eles devem permanecer no poder.

Concluo, me dirigindo aos queridos leitores, dizendo que o fascismo se cria através de inimigos imaginários, que justificam ações odiosas, advindas do medo que emerge fantasiosamente desses inimigos…não podemos voltar a repetir os mesmos erros de outrora cometido pela humanidade.

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