sábado, 15 de dezembro de 2018.
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Palmácia em livro

sexta-feira, 14 de dezembro 2012

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“Da Serra das Palmeiras à criação do município de Palmácia”, livro de estreia do jovem Júnior Holanda, será lançado neste sábado, 15,  às 19 horas, naquela aprazível   cidade do Maciço de Baturité, sobre a qual meu primo  e insigne Prof. Vicente de Paulo Sampaio Rocha – Patrono da cadeira nº 25 a qual  ocupo na Academia de Letras e Artes do Ceará/Alace – cunhou a seguinte frase: “Palmácia lhe aguarda com o frescor da sombra e o calor da hospitalidade”.

Júnior Holanda revela-se além de escritor sensível, um pesquisador vocacionado. Delimitou o tema e enriqueceu a obra contextualizando-a com acontecimentos que remotam a colonização do Ceará, tornando-a ainda mais atraente com ilustrações que aguçam a curiosidade do  leitor.

Cauteloso aos fatos e a dinâmica da história, Júnior Holanda teve a modéstia de deixar claro que não se trata de uma obra completa, acabada, mas sim aberta a dados e episódios que possam  aprimorá-la cada vez mais.

Distinguiu-me solicitando que fizesse a Apresentação da obra. Assim, me permito citar dom Antônio de Almeida Lustosa – Arcebispo Metropolitano de Fortaleza que, em seu livro: “Nota a Lápis”, nos idos de 1948, em Visita Pastoral, já dizia TT: “Estamos em Palmácia – sede da paróquia de São Francisco de Assis. Até 1943, chamava-se esta localidade de Palmeiras. Foi obrigada a mudar de nome. Fica situada a meia-encosta da Serra de Baturité. A denominação – quebrada de serra – designa precisamente essa situação entre a planície e o cimo da serra.

A população é toda agrícola. As terras férteis se prestam para a cana, o café e cereais. O clima é ameno. Não há os calores do sertão nem a umidade do alto da serra, na quadra chuvosa. (…) Palmácia, vista do alto do cemitério, é uma concha verde, cercada de serras. Os picos do Bacamarte, da Catarina, do Gigante distinguem-se na cadeia das cercanias. As andorinhas, em nuvem, enchem o céu de Palmácia de alarido festivo e rufar das asas”…

Na condição de palmaciano atento e telúrico, apraz-me afirmar que o jovem Júnior Holanda foi feliz ao resgatar as origens de nossa Palmácia, principalmente quando o  Município já ultrapassa o seu cinquentenário e sua população aumentou sobremaneira.

“Da Serra das Palmeiras à criação do município de Palmácia” é um livro de conteúdo, porém escrito com uma leveza que prende a atenção. Portanto, ao se iniciar a sua leitura é impossível não se querer chegar ao ápice da narrativa, face às inesperadas e interessantes informações nele contidas. Relevante pesquisa. Em síntese: Um deleite para o leitor!

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