terça-feira, 18 de dezembro de 2018.
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Paris em chamas

BARROS ALVES JORNALISTA, POETA E ASSESSOR PARLAMENTAR

quinta-feira, 06 de dezembro 2018

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AFrança está em chamas. Paga o preço do desapreço aos valores mais caros da verdadeira democracia, apesar de dizer ao contrário desde os tempos tacanhos da Revolução Francesa, que o mundo ocidental equivocadamente exalta. A desgraça da França contemporânea, que se acentuou e se estende sobre nós desde os anos 1960, aponta para o declínio do mundo Ocidental. Claro que este espaço é exíguo para aprofundar a análise da provocação. Mas, o momento é oportuno para o alerta e a breve reflexão.

O movimento dos “Coletes Amarelos” toca fogo em Paris. É o resultado do alinhamento da velha pátria de Joana d’Arc e de Chateaubriand (não confundir com o jornalista brasileiro), mas aquela França moralmente enfraquecida que, no século mais tenebroso da História humana, o século do comunismo, se alinhou com o pensamento de personalidades doentias como Sartre, Beauvoir, Marcuse, Althusser, hereges do pensamento, que genialmente desviaram suas frustrações pessoais para desviar a juventude da elevação da alma, conduzindo-a por ínvios caminhos de negação da ordem natural. A crise atual tem raízes profundas e queira Deus que não se alastre pela Europa em tétrico descompasso na dança das nações. As causas desse conflito residem, sobretudo, nas aberturas de governos franceses à imigração desordenada, anárquica. Paris não é mais uma festa, contradizendo o olhar romântico de romancista Hemingway.

Paris está se transformando numa grande favela com o advento de todo o tipo de gente dos confins da Terra. Ciro Gomes diria que Paris está se transformando num puteiro a céu aberto. No que diz respeito aos “Coletes Amarelos”, há uma interessante contradição. Eles são contrários ao aumento do preço de combustíveis poluentes. Ora, o discurso da vagabundagem esquerdista francesa assenta-se, contraditoriamente, na defesa do “ecologicamente correto”. O certo, então, é aumentar impostos dos poluentes.  Por outro lado, a França do idiota Emmanuel Macron, já depauperada com as políticas do imbecil socialista François Hollande, insiste em defender o abismo, a União Europeia, uma entidade sem futuro. Sabiamente a Inglaterra pulou fora dessa fogueira. E o futuro da França tende a ser o caos. Por oportuno sugiro a leitura do livro SUBMISSÃO, de Michel Houellebeck. O autor prevê uma França governada por um muçulmano. Londres já tornou essa ficção uma realidade. Outra leitura imprescindível para fazer os cegos de entendimento enxergarem o perigo de deletérias ações revolucionárias, é a clássica obra REVOLUÇÃO E CONTRA-REVOLUÇÃO, do professor Plínio Correia de Oliveira.

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