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Previdência de Collor a Temer

HÉLDER CORDEIRO JORNALISTA

terça-feira, 15 de maio 2018

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Neste final de semana, o presidente Temer anunciou desejo de suspender a intervenção de segurança no Rio, se necessário, para aprovar a sua reforma previdenciária no Congresso Nacional. Disse ainda que está disposto a conversar com o futuro presidente da República, caso este aceite a sua reforma. Muito patriotismo de um homem investigado pela Policia Federal. Qual o por que desse obstinado propósito? Os banqueiros estão de olho nas aposentadorias complementares dos servidores públicos e ainda pode existir algo mais?

A pior das reformas previdenciárias, aprovadas pelo Congresso Nacional, de Fernando Collor a Dilma Rousseff, foi a de Lula hoje, presidiário. Não comentamos os desígnios de Deus. A corrupção não deixou Collor nem Dilma terminarem os seus governos. A reforma de Collor desvinculou os valores das aposentadorias do salário mínimo. Nefasto crime contra os trabalhadores.
A reforma de Fernando Henrique avalizou a de Collor e criou o imoral “fator previdenciário”. Crime que reduz em até 40% os valores das aposentadorias. Lula e PT evitaram os outros delitos de FHC contra os trabalhadores.

Em 2003, chega Lula ao governo. Ainda neste ano, o Congresso Nacional aprova a sua reforma. Lula manteve a desvinculação das aposentadorias do salario mínimo, proposta de Collor, e o “fator previdenciário”, de FHC. Lula criou ainda teto previdenciário para as aposentadorias do INSS; criou aposentadorias complementares nos bancos privados (presente para os banqueiros); criou uma taxação de 11% contra os trabalhadores já aposentados com valores acima do teto; e aumentou idade e tempo de contribuição para aposentadoria. Tudo que desejava FHC, porém, Lula “era” contra.
Dilma chega ao Poder e faz a sua reforma. Usa os mesmos jargões dos antecessores: “reforma agora ou sistema quebra”. Não mexeu nas reformas de Collor, FHC, nem de Lula. Criou novo tempo de contribuição e de idade (fórmula 85/95) para homens e mulheres. A corrupção derruba Dilma e assume Temer. Nada em benefício do trabalhador contribuinte. A proposta de Temer está em banho-maria no Congresso Nacional. É cópia das reformas, de Collor a Dilma, e, ainda submete as aposentadorias dos servidores públicos ao teto do INSS. Essa medida é mais uma cortesia para os banqueiros através das aposentadorias complementares.

Temer quer ainda mudança no tempo de contribuição e idade, usando o jargão dos outros: “ou fazemos reforma previdenciária ou não existirá dinheiro para pagamento de futuras aposentadorias”. Entretanto, recente CPI/Mista (deputados/ senadores) comprovou que não existe déficit, mas superávit. O que falta: transparência e gestão com seriedade. Com o chapéu previdenciário, governantes, não honestos, fazem distribuições de isenções fiscais a gregos e troianos contra a Previdência.

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