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Qualidade da água

EDITORIAL

sexta-feira, 08 de fevereiro 2019

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A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que entrou com uma ação, na Justiça Federal, em Belo Horizonte, para obrigar a mineradora Vale a contratar um laboratório para analisar a qualidade da água na região de Brumadinho (MG). De acordo com a AGU, a medida é necessária para atestar se o abastecimento da água da região está comprometido devido ao rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, ocorrido no dia 29 de janeiro. Pelo pedido, a análise da água deverá medir a presença de mercúrio, chumbo, arsênio, manganês e cádmio e deve ser custeada pela Vale. No pedido, a AGU pede aplicação de multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento. Segundo ainda o órgão, é preciso ter acesso rápido aos resultados para garantir a saúde da população atingida. De fato, é fundamental termos conhecimento da qualidade da água que está sendo destinada ao consumo humano, para evitar a contaminação de pessoas por componentes nocivos à saúde e dar segurança aos moradores de que a água consumida é potável. A saúde da população, já amplamente prejudicada por conta da própria tragédia em si, não pode ser colocada em risco por conta do consumo de uma água que pode, sim, estar contaminada para uso humano.

Enquanto isso, as autoridades continuam o exaustivo trabalho de localização dos corpos em meio ao mar de lama proveniente do rompimento da barragem. A boa notícia é que, em entrevista coletiva, o prefeito de Brumadinho, Avimar de Melo, informou que está negociando com a Vale e com um fundo internacional, de origem canadense, um aporte de recursos para reconstrução da cidade. Melo não detalhou, porém, os integrantes do fundo, nem os valores da ajuda. É o que todos querem: que Brumadinho se recupere dessa tragédia o quanto antes.

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