terça-feira, 18 de dezembro de 2018.
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Recuperação nacional

ANTÔNIO CAMINHA ADVOGADO

quinta-feira, 06 de dezembro 2018

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Após a refrega eleitoral, cujo resultado já se tornou público, chega-se ao mês de dezembro, em cujo período espera-se que os eleitos, em especial o presidente da república, conclua o programa governamental, de forma a iniciar, com eficácia, todas as medidas que se fazem necessárias às promessas de campanha, como – e aí está o essencial – à recuperação nacional.

Agora, não mais haverá discussões sobre a sustentação de argumentações a respeito da adequação ou não das propostas dos respectivos candidatos. Espera-se, e é dever dos eleitos, começar, sem demora, a trabalhar. Essa tem sido recomendação popular e exigência legal, sempre não atendida como deveria.  E assim, o costumeiro retardamento ou esquecimento no enfretamento dos encargos político-administrativos tem sido a regra.

O povo brasileiro, queiramos ou não, está bem mais amadurecido do que quando crente, integralmente, no espalhafato, que sempre caracteriza as campanhas eleitorais; um desfazendo do outro candidato e prometendo, muitas vezes, o irrealizável, unicamente em busca de votos – e conseguindo!
O apelo popular dirige-se, essencialmente, à garantia de serviços essenciais à população, desprezando-se, por evidente, o que for acessório aos seus mínimos direitos. Assim, dispensa-se nomeá-los, evitando-se sua repetição e à conceituação de que os que devem sanear o país, em todos os níveis, não os conhecem. A hora é de se iniciar os trabalhos a que todos se propuseram. Qualquer outra atitude político-administrativa passa a ser vilipendio á cidadania.

Na hipotética de algum eleito, atualmente, ter ciência de alguma incúria de seu antecessor, que se apure a falta respectiva, iniciando-se apuração legal, a estabelecendo-se responsabilidades, mas nunca postergando o que tem de ser realizado na direção do respeito às instituições.
No desempenho da cidadania brasileira, não há mais suporte para ponderações que lhes irão – como sempre ocorreu – redundar em imediatos prejuízos aos seus antigos, irrealizáveis e justos anseios.
Inadmite-se que, com tanta “ideologia” pregando a efetivação de bem-estar ao povo, não se cuide que esse mesmo povo cansou de pregações; quer eficácia, da qual é desconhecedor.  Ou será que a mesma lábia continuará, não obstante repelida pela cidadania, a dignidade popular?

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