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Redes sociais

ROSSANA BRASIL KOPF ADVOGADA PSICANALISTA

segunda-feira, 13 de novembro 2017

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Participando de redes sociais na internet, hoje, é praticamente impossível não estar incluído em alguma destas bolhas. Todos aqueles assuntos que costumam gerar mais polêmica, como ideologias políticas, religião e até marcas preferidas de produtos costumam ativar os mecanismos de filtragem das redes sociais para esconder da nossa visão às ideias divergentes.

A melhor maneira de tentar mudar o mundo para melhor é pela ação, as atitudes concretas de caridade, tolerância, paciência, trabalho, tudo o que possa ser entendido como a prática do amor ao próximo. Além do resultado concreto destas ações por nossa parte, também colaboramos para criar um mundo melhor pelo exemplo, pela inspiração para a pratica do bem que estas atitudes podem provocar nos outros. Mas, ainda que em menor escala, nossas opiniões e ideias. Na era atual de fácil acesso à tecnologia, qualquer um pode expor suas ideias, que podem ser compartilhadas com facilidade por muitas pessoas. É ai que as bolhas podem exercer um papel danoso. Isolados por um algoritmo que cria ligações apenas entre pessoas com ideias similares, é difícil para aqueles que desejam espalhar ideias positivas e progressistas verem suas ideias chegarem até aqueles que se encontram em círculos.

Também por causa das bolhas sociais, é muito mais difícil tentar espalhar ideias altamente inspiradas em círculos e grupos dominados por ideias chulas, não só porque os mecanismos automáticos se encarregam rapidamente de esconder esses conteúdos divergentes, mas também porque estas ideias tendem a se destacar muito e causar estranheza aos participantes daquela bolha.

Tentar espalhar boas ideias dentro de um ambiente de pessoas com interesses e opiniões muito diversos dos nossos, quase sempre, resulta em rejeição total, pois a tendência é que as outras pessoas reforcem as opiniões uns dos outros contra a opinião divergente do estranho. Seria similar ao cristão que tenta mudar a opinião dos fiéis de outra corrente religiosa, por exemplo tentando convencer a eles de que Cristo foi um exemplo, de humildade, e que não faz muito sentido.

O debate franco e sincero, sem medo de nos expor e de admitir que podemos também estarmos errados, é a melhor maneira de espalhar boas ideias. O outro sempre possui suas razões para discordar e é quase impossível que seus motivos e sua perspectiva do assunto não possam contribuir um pouco para o nosso próprio esclarecimento. Pois é por isso vamos compartilhar mais bondade, caridade e muito amor.

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