sábado, 25 de maio de 2019.
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Reflexo da realidade

GEORGE MAZZA FUNCIONÁRIO PÚBLICO E MESTRE EM DIREITO

sexta-feira, 10 de maio 2019

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Oprincipal problema do Brasil, na atualidade, não é econômico. Calma! Eu explico a frase no decorrer deste texto, embora em menos linhas do que seria preciso.
É natural que questões econômicas como desemprego, baixos salários, aposentadoria e inflação, por exemplo, afetem o dia-a-dia e as relações mais básicas de 99% dos brasileiros. Mas não é tudo. Nosso problema central é a corrosão dos valores milenares, passados historicamente de pais a filhos, fazendo muitos de nós romper a barreira divisória entre o certo e o errado, entre o moral e o imoral, entre o ético e o antiético.
Vejam os casos de corrupção enraizados nas altas cúpulas e soltos por praticamente toda a sociedade brasileira. Se o problema da corrupção fosse apenas econômico, como responderiam ao alto índice de desvio de conduta entre pessoas já tão abastadas? Por que haveria esse nível de corrupção dentro dessa camada da população já tão farta de recursos, ou seja, como se explica pessoas tão ricas se envolvendo em casos e mais casos de corrupção, em busca de mais riquezas? Foi a destruição das bases que sustentam nossos valores morais que desencadearam estes destemperos humanos!
É por isso que vemos numa mesma família indivíduos que ganham um suado e minguado salário mínimo e que mantém uma integridade quase angelical e do lado oposto, mas no mesmo cenário, outro indivíduo com grandes riquezas e sérios problemas éticos e morais. A ausência ou opulência econômica não são os únicos e primordiais fatores, a pedra fundamental dos destrambelhos humanos. A falta de uma base humana sólida é a matriz essencial a ser preservada, e que em um processo de descontrole, deixa escorrer entre suas fendas as virtudes essenciais de uma vida reta e digna.
Como dissemos, é justamente na ausência ou relativização de valores consagrados, como a honestidade, a justiça, a caridade, que se semeia todo tipo de degradação ética, inclusive os milhares casos de corrupção que propiciaram o empobrecimento de nosso país. Chesterton, um dos maiores filósofos do século XX, já nos dizia que o CERTO É CERTO, MESMO QUE NINGUÉM O FAÇA e que O ERRADO É ERRADO, MESMO QUE TODOS SE ENGANEM SOBRE ELE.
O certo é que a degradação econômica do Brasil advém de uma forte depreciação dos nossos valores morais. O errado é imaginar que o resgate de nossos preceitos morais é indiferente e distante da estabilização financeira da nossa nação. É primordial que nos situemos no campo da realidade, onde se reflita não mais que a pura verdade dos fatos.

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