terça-feira, 23 de julho de 2019.
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Reflexões: sobre o Ódio (e o amor)

Bosco Nunes -Auge

Colunista - Viver

sexta-feira, 18 de janeiro 2019

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Post #2 Série Reflexões: Ódio (e amor)

Dando continuidade à série “Reflexões”, em que trato alguns sentimentos…

Eu fiquei me perguntando porque que escolhi escrever sobre algo tão “negativo” e, na realidade, não veio nenhuma resposta clara em minha mente.

…mas, ao mesmo tempo, sei que sempre que abro o editor de texto estou escrevendo sobre o que eu vivo. Isso me preocupou bastante.

Será que eu vivo o ódio?

Se eu acredito que eu trago amor no meu coração, qual o motivo desse tema?

Enfim, seja como for, só em virem essas reflexões em minha mente, já está valendo tocar no assunto.

 

Não estamos isentos do Ódio, mas é possível combater o que é negativo por meio do amor. Então, o que eu buscarei mostrar aqui é uma maneira de converter aquilo que é negativo em algo positivo.

Era imprescindível que eu fizesse essa introdução, talvez uma questão pessoal. Uma certa justificativa antecipada. Mas vamos ao que interessa.

 

Ódio palavra curta, mas extremamente forte e extremamente em pauta.

Substantivo que chega de mansinho, se torna um verbo no infinitivo e vai se instalando. Quando você menos percebe, ele acaba virando gerúndio em nossas vidas.

 

Quem nunca ouviu dizer que o ódio cega …e mata? Cada experiência que tenho na minha vida me leva a crer que isso é verdade!

 

Um sentimento tão estranho que parece um câncer, não aquele estágio terminal da doença, mas o câncer propriamente dito. Aquele que surge muitas vezes como algo que você nunca iria perceber, a primeira célula que vai dando origem à segunda, à terceira… mas que não dá nem pra perceber que ela tá ali e, quando você menos espera, aquela multiplicação está tão rápida que por mais que o todo não seja de células cancerígenas, ele está amplamente prejudicado. Está sendo assassinado. Assim é o ódio.

 

Um grande companheiro!

O ódio é um grande companheiro, pois você não precisa pedir para que ele esteja com você, ele simplesmente surge, te abraça, te aconselha e por ali fica. Mas nem toda companhia é boa, por isso, temos que vigiar sempre, ter cuidados recorrentes. Ações extremas. Não podemos ser brandos diante do ódio que está no nosso coração nós temos que rebatê-lo com a mesma intensidade em que ele surge. E para isso eu não vejo nada diferente do amor.

…e para explicar melhor eu vou trazer novamente um exemplo Imagine que você tenha um grupo de amigos cinco pessoas mas que nesse grupo de amigos tem uma pessoa em que algum momento você teve alguma raiva que você foi nutrindo e aquilo se tornou ódio.

Daí, você não consegue agir com naturalidade quando aquela pessoa está no grupo, sente raiva quando outras pessoas parabenizam, abraçam, elogiam o tal do fulano a quem você dirige tanto ódio.

Há de se entender que a maioria de vocês sabe o que aconteceria com um grupo desses, uma verdadeira ruptura! Os que te apoiam, os que não te apoiam, uma exclusão daquela pessoa odiada por você ou a sua exclusão daquele grupo, entre diversas outras possibilidades… Mas a possibilidade que eu gostaria de tratar é a menos usada, tanto que nem cite, é aquela que combate o ódio

 

Combatendo o companheiro.

Suponha que sabendo de todo esse ódio que você sente por aquela pessoa você resolve mudar suas atitudes e radicalmente combater esse ódio.

Então, você faz um exercício, cada vez que aquela pessoa se manifesta você diz pra si mesmo: “Poxa que bacana. Essa pessoa tem defeitos, mas também tem qualidades. É um ser-humano que nem eu.” Outra exercício é: toda vez antes de falar com aquela pessoa você pensa em três qualidades que ela tem.

Ao invés de injuriar, você elogia. Ao invés de pensar negativo, você pensa manda boas energias. Ao invés de se lamuriar, você agradece por ter aquela pessoa na sua vida.

Essas são formas de combater o ódio energicamente, pois é um estímulo ao amor. Afinal, o amor também é uma prática.

Como resultado, ao invés de segregar, você aproxima ainda mais o grupo. E já pensou que mensagem isso passaria para os demais?

Não existe nada mais extremo que o amor.

 

Não precisa ser fácil, basta ser possível.

…nesse momento eu faço mais uma pausa para reflexão.

A gente sabe que isso não seria fácil. Praticar o amor dessa maneira, ainda mais quando a gente odeia tanto alguma pessoa (a maioria de nós não faz nem com ama!). Pra completar, você para e pensa: para que eu faria isso? Por que não viver esse ódio? Por que não ligar o f***-se?

Quem sabe dizer logo “não gosto, não gosto mesmo e se tiver incomodado que se retire”. Que tal bater no peito e bradar essa fala com voz altiva?

Na real, isso bota raiva para fora. Você não implode. Porém, isso não te “descarrega”, isso só faz é te intoxicar ainda mais com esse sentimento, o ódio.

Só põe raiva para fora, quem raiva no coração. E quanto mais você profere essa raiva, você alimenta e faz crescer.

E não adianta tentar se enganar, eu sei e você também sabe que você quer viver é o amor! Afinal, o amor é leve, prazeroso e não te dá um compromisso já parou para pensar nisso?

É por isso que, apesar de não ser fácil combater o ódio, vale a pena tentar.

 

Não se engane, você prefere o amor.

Quando você alimenta o ódio, você é o dominado. Ele te proíbe de sentir empatia por alguém, te impede de viver momentos de tranquilidade com a família. Te desencoraja de rever velhos amigos.

Você vira um fantoche daquele sentimento negativo e ruim que só traz mal a você e a quem está em sua volta.

Quem aqui quer ser prisioneiro?

Já o amor te faz livre. Você pode acioná-lo quando quiser. Pode usufruir dele quando entender que é bom. Ele atrai pessoas bacanas para sua vida e faz com que você possa se reconectar com você e com o que tem de bom no universo. Absolutamente tudo que é bom.

 

Crie o antídoto que melhor serve para você.

Bom essas são apenas algumas reflexões de alguém que obviamente tem acesso ao ódio. Na grande maioria das vezes eu nem recebo e nem ofereço o ódio.

Fico sabendo dele pelos noticiários, conversas soltas, virais na internet…Por isso que, não se se você percebeu, eu falei tanto do ódio que a gente sente, não o que está no mundo fora.

Quando a gente trata esse sentimento interior, a gente muda o que chega até nós…Muito dificilmente alguém vai conseguir fazer com que eu receba ódio. Pois, por mais que me entreguem, eu não aceito.

Foi uma batalha longa pra chegar nesse nível (que está longe de ser o ideal). Mas, espero que seja um incentivo para aqueles que pretendem vencer o ódio e ainda não sabem bem como fazer. É só praticar o amor!

Mas você pode praticar de diversas formas, encontre a que mais te faz bem. Mande cartas, abrace, elogie, use fones de ouvidos, evite brigas…Encontre seu jeito!

…mas, calma, eu vou sair um pouco do âmbito da reflexão e tentar dar alguns exemplos mais práticos que eu vivencio diariamente e que me ajudam a combater o ódio que vez por outra bate minha porta.

 

Exemplo 1: Mentalize coisas boas.

Quando alguém te fizer algo ruim, ao invés de revidar faça uma mentalização pra pessoa imediatamente. Mande energias positivas e pense em coisas boas tanto pra você quanto pra pessoa. Deseje para essa pessoa o mesmo que você deseja para você. Conecte com o divino, isso emana amor.

 

Exemplo 2: Aprenda e agradeça!

Quando acontecer algo bom ou ruim em sua vida reflita sobre o que você pôde aprender diante daquilo, valorize a experiência adquirida. Nada é por acaso e aquilo é fundamental para seu processo de desenvolvimento. Agradeça sinceramente.

 

Exemplo 3: Oração do perdão.

Você tem alguém que detesta e que há muito tempo não consegue ter contato com essa pessoa para superar alguma mágoa, ou simplesmente não tem abertura para falar com a pessoa. Faça a oração do perdão para ela. Eu aprendi isso em uma filosofia de vida/religião da qual já participei chamada seicho-no-ie. Não lembro exatamente as palavras, mas a forma que eu faço é a seguinte: eu te perdoo e você me perdoa nós dois somos um só perante Deus. “Eu te amo e você me ama, pela força desse amor que se forma nós já estamos curados.”

Você pode e deve repetir essa oração várias vezes pensando naquela pessoa, vocês em um abraço fraterno. Eu já cheguei a fazer essa oração por mais de uma hora seguida, enquanto pedalava na bicicleta da academia. Pode ser difícil mentalizar a cena no começo, mas quanto mais você ora, mais fácil fica.

 

Exemplo 4: Desvie o foco!

Ao se perceber manifestando o ódio, a raiva ou qualquer sentimento negativo, imediatamente, busque fazer o oposto. Escute uma boa música ou leia um bom livro, faça mentalmente uma lista de coisas boas…Não importa, mas esqueça aquilo. A sua percepção muda sobre aquilo.

 

Dica 5: Seja recorrente.

Lembra que eu falei que o ódio é recorrente? Então, pratique o amor recorrente, agradeça de forma recorrente, elogie de forma recorrente, veja o lado bom de forma recorrente, enfim mantenha o seu pensamento positivo foque o que é bom em toda situação em toda pessoa que cruzar a sua vida. Busque sempre manter essa postura.

 

 

Essas dicas com certeza podem ajudar e você verá que, a partir disso, sua vida será outra. Um detalhe, nem sempre você vai conseguir, então não se cobre tanto, mas persista, pois certeza de que cada vez será mais fácil e de que você vai acumular muito mais coisas positivas que coisas negativas em sua vida.

 

P.s.: Desculpem pela falha, mas foi impossível falar de ódio sem falar em amor.

Próximo tema: Calma.

Abraços e gratidão!

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