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"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Risco elevado

segunda-feira, 17 de julho 2017

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Os profissionais de imprensa no Brasil estão correndo risco de vida. É o que revelou uma pesquisa realizada pela a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que concluiu que, somente em 2015, oito jornalistas foram assassinados, 64 agredidos e 44 ameaçados ou ofendidos. A falta de segurança dos profissionais da imprensa e o desrespeito à liberdade de expressão, afinal o Brasil é o quinto país com mais ataques aos jornalistas, à frente, inclusive, de países em guerra civil, como o Iêmen.

A violência contra repórteres que trabalham nas ruas e ameaças ou intimidações que outros jornalistas sofrem em redes sociais ou até mesmo onde moram vem se tornando uma preocupação cada vez maior. É preciso lembrar que a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa são garantias constitucionais, todavia, na prática, há muita repressão e retaliação contra quem exerce esses direitos. É necessário, para o exercício pleno da profissão, que a liberdade de imprensa seja, efetivamente, respeitada. A imprensa é que é a responsável por apurar informações e leva-las ao conhecimento das pessoas, um trabalho que exige o mínimo de garantias para que ele seja bem realizado.

A intimidação a profissionais da imprensa – seja de rádio, jornal, revista, televisão ou que atue na internet – não pode ser deixada passar batida, uma vez que é justamente a impunidade que alimenta o ciclo de violência do qual sofrem os trabalhadores dessa área. Crimes envolvendo jornalistas precisam ser devidamente apurados e seus autores, exemplarmente punidos, caso contrário, outros bandidos se sentirão livres para, eles também, intimidarem os profissionais, ou até mesmo coisa pior. O efeito intimidador pode, ainda, alimentar a censura, que vem ganhando muita força por conta desses crimes. Que o Brasil entenda a importância da liberdade de imprensa para a País, é o desejo desses profissionais.

EDITORIAL

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