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Roubo de carga

sexta-feira, 17 de março 2017

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As estradas brasileiras são violentas para todos que trafegam nelas, inclusive para os motoristas, e os números relacionados ao roubo de carga são só um sintoma desse perigo. Os roubos de carga custaram R$ 6,1 bilhões à economia brasileira entre 2011 e 2016, divulgou a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O prejuízo chega a R$ 3,9 milhões por dia com as ocorrências que se concentram principalmente nos estados do Rio de Janeiro (43,7%) e de São Paulo (44,1%). As perdas causadas por esse tipo de crime têm crescido ano a ano, assim como o número de casos registrados, que aumentou 86%, de 12 mil em 2011 para mais de 22 mil no ano passado.

A consequência é que as transportadoras têm exigido taxas extras que chegam a 1% nos casos de produtos com destino ao Rio de Janeiro, e pior: as grandes empresas têm considerado desistir de chegar ao estado. No Rio de Janeiro, a incidência do roubo de carga passa de 50 casos por 100 mil habitantes. São, de fato, níveis intoleráveis e cifras vergonhosas. Ano passado, foi batido todos os recordes. Em 2016, os prejuízos com o roubo de cargas chegaram ao valor recorde de mais de R$ 1,4 bilhão, quase o dobro dos R$ 761 milhões registrados em 2011.

Os números contabilizados pela Firjan desconsideram os estados do Acre, Amapá, Pará e Paraná, cujos dados não foram obtidos pela pesquisa. Para enfrentar o problema, é preciso estabelecer um movimento nacional contra o roubo de cargas, com ações articuladas entre estados, municípios e governo federal e Legislativo. É preciso endurecer as penas duras para os crimes de roubo de cargas e receptação, e é preciso considerar importante contratar mais policiais para recompor os quadros das corporações. Proibir a venda dos bloqueadores de sinal de radiocomunicação é outra medida proposta, já que os equipamentos têm sido usados pelas quadrilhas.

EDITORIAL

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