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Saneamento ineficaz

sexta-feira, 14 de julho 2017

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M atéria publicada ontem no jornal O Estado aponta que cerca de 4,5 bilhões de pessoas no mundo – bem mais da metade da população global atual de 7,6 bilhões de habitantes – não têm acesso a saneamento básico seguro, segundo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O documento das Nações Unidas indica ainda que o número de pessoas sem acesso à água potável em casa é de 2,1 bilhões em todo o mundo. Esta é a primeira vez que a OMS e o Unicef fazem um levantamento global sobre água, saneamento básico e higiene. O fato é que esses números impressionam justamente porque a água potável encanada, saneamento e higiene não deveriam ser privilégios apenas daqueles que vivem em centros urbanos e em áreas ricas.

Tudo isso acaba tendo consequências nefastas, já que esse quadro gera doenças que podem ser mortais para crianças com menos de cinco anos de idade. Todos os anos, mais de 360 mil menores morrem de diarreia, uma doença evitável. Já o saneamento mal feito pode causar cólera, disenteria, hepatite A e febre tifóide, entre outros problemas. A conclusão é óbvia: melhorando esses serviços para todos, o mundo daria às crianças a chance de um futuro melhor. Para piorar, as melhorias avançam a passos muito lentos.

Em 90 países, o avanço na área de saneamento básico é não acompanha a demanda, o que leva a crer que a cobertura universal não será alcançada até 2030, quando se encerra o prazo para cumprimento da Agenda 2030, que estabelece os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, que devem ser implementados por todos os países até aquele ano. É preciso que governos e sociedades discutam essas questões que são absolutamente essenciais para o desenvolvimento humano. É inconcebível que, em pleno século 21, bilhões de pessoas sofram com problemas básicos.

EDITORIA

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