31 C°

domingo, 17 de dezembro de 2017.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Sem credibilidade, Temer abre as burras

JOSÉ G. MONTEIRO ADVOGADO

quinta-feira, 07 de dezembro 2017

Imprimir texto A- A+

Como é do conhecimento geral, o governo Temer é desprovido de credibilidade popular, daí a sua dificuldade visando a aprovação de matérias de seu interesse, como ocorreu para barrar as duas denúncias oferecidas, a primeira contra ele, e, a segunda, contra ele e seus principais ministros: Eliseu Padilha e Moreira Franco. Aliás, segundo registro da mídia, foram despendidos muitos milhões de reais na compra de deputados corruptos, objetivando o êxito governamental, numa autêntica simbiose envolvendo os despudorados políticos, o que demonstra o grau de descrédito alcançado pelos nossos representantes e governantes.

Agora, quando o governo luta desesperadamente, desejando aprovar a reforma da previdência, eis que enfrenta outra via crucis, tendo que liberar verbas para municípios, para deputados, além de se utilizar de outras estratégias, como apelar para que os partidos fechem questão nos votos, de modo a punir o deputado que votar por sua consciência, impedindo-o de contrariar a vontade do governo, inclusive com a suspensão da verba do fundo partidário. Vê-se que está sendo travada autêntica guerra. Quem vencerá, ninguém sabe.

É consenso geral de que a crise da qual é vítima o sistema previdenciário advém das irresponsabilidades dos seguidos governos, desviando recursos do setor para outras funções e órgãos, criando privilégios ou mesmo por falta de planejamento, até por não cobrar como deveria, as dívidas de grandes devedores com a previdência.

Diante desse contexto, mesmo sendo necessário alguns ajustes na previdência, como a extinção dos privilégios, torna-se impossível o apoio de segmentos responsáveis, face o total descrédito do atual governo, acusado pelo Ministério Público como quadrilha de corruptos, a começar pelo presidente, cognominado o chefe do bando. “O temporas, o mores!”

Feitas essas considerações, acredito ser mais prudente se aguardar o próximo governo, com o Congresso Federal (Câmara e Senado) renovados e, quem sabe, se o povo tiver juízo, elegendo homens sérios e comprometidos, possamos, aí sim, implementar as reformas necessárias para o bem do Brasil.

outros destaques >>

Facebook

Twitter