quinta-feira, 20 de junho de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

A sociedade em decadência

ROSSANA BRASIL KOPF ADVOGADA PSICANALISTA

segunda-feira, 15 de abril 2019

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Sim, é difícil não ser escravo da comparação, porque a sociedade em que vivemos a fomenta, desde que nascemos até que partimos, das formas mais criativas, manipuladoras e perversas, fazendo-o acreditar que só será alguém se… e se… e se… e todos esses “e ses” entram-nos pela casa dentro, pela escola dentro, pelo trabalho dentro, pelo ginásio dentro, pela vida dentro…a cada instante, sem termos sequer tempo para pensar se faz sentido, se queremos, se o desejamos, se nos faz bem! Mas, a escravidão não se limita apenas à comparação. Abrange muito mais áreas, como se de um verdadeiro “polvo” se tratasse. E os seus tentáculos tocassem toda a nossa existência, abrange todas as áreas até pessoas que defendem quem rouba , seja ele passivo ou ativo. Mulheres que defendem os roubos dos filhos, maridos , isso tudo com medo de perder o título de “casada”.

Escravidão da imagem! É magro? Tem músculos? Tem silicone nos peitos? Nariz empinado? Porraaaaa!!! Deixa eu ser feliz sem bundão, com pernas finas, que saco essa cobrança. Deixa o povo ser feliz sem comer carne, sem beber álcool. É Olivia Palito, tem muitas curvas, seios grandes e um rabinho virado para o teto? Veste roupas de marca, usa os perfumes publicitados na TV para se sentir sexy e atraír o sexo oposto? Não faz nada disso, mas pensa que talvez precise de tudo isso para encontrar um namorado(a)?

É isso que a publicidade nos diz e quer que acreditemos. Que temos de ser e ter tudo aquilo que publicitam, para termos mais sucesso na sedução e conquista. Que não somos pessoas com encantos naturais e únicos, que precisamos ter a imagem “Y” para ter um namorado, uma relação, casar, ter filhos e sermos felizes. Porque, nos anúncios, todos tem companheiros, famílias, e estão felizes (durante o tempo que dura a gravação!). Depois, a vida normal continua. Todos parecem felizes, a comer as mais variadas porcarias e, menos vezes, algumas coisas saudáveis, a conduzir os carrões. E o que é o que o seu cérebro lhe diz? Também preciso daquilo para? A sociedade de consumo vive da sua escravidão e do fato de você pensar que precisa, realmente, de tudo o que compra. Mas, nem tudo o que compra o faz sentir feliz. Passado algum tempo, às vezes algumas horas, aquilo que pensou fazê-lo sentir-se “poderoso”, deixa-o, agora, com uma enorme preocupação e sentimento de culpa, pensando como vai pagar o cartão de crédito.

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