domingo, 20 de janeiro de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

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Tapete vermelho e descalabro

BARROS ALVES JORNALISTA, POETA E ASSESSOR PARLAMENTAR

quinta-feira, 10 de janeiro 2019

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Quando o ex-governador Ciro Gomes, num rompante de cangaceiro encurralado, apontou seu bacamarte verbal para o então juiz Sérgio Mouro, ameaçando recebê-lo à bala se tomasse alguma atitude contra ele, não imaginava que poucos meses depois teria que receber o magistrado com tapete vermelho. Todavia, o senhor Ciro Gomes pode escapar pessoalmente desse constrangimento, posto que é o chefe do poder no Ceará, mas a governança está nas mãos do títere Camilo Santana. A este cabe, portanto, dar as boas-vindas ao agora todo-poderoso Ministro da Justiça do governo Bolsonaro, que veio em socorro do povo cearense, quando os bandidos cevados pela política excessivamente humanística do governo petista resolveram incendiar Fortaleza.

Aliás, vale lembrar que o imprudente governador também bateu o pé contra o presidente consagrado nas urnas em processo democrático, que o lulocomunopetismo, apesar de arrotar palavras como liberdade e democracia, teima em não aceitar. Seguindo orientação do comandante presidiário, o governador cearense fez muxoxo, disse que não iria à posse de um xenófobo racista e, numa descabida atitude de boicote, marcou sua posse no mesmo horário em que o chefe da Nação assumia o cargo em Brasília. Há 30 anos, os governadores assumem seus cargos na Assembleia Legislativa pela manhã. Camilo resolveu fazê-lo à tarde.

O rosário de infantilidades inexplicáveis continua com a negativa dos governadores lulocomunopetistas de não colocarem em seus gabinetes a foto oficial do chefe da Nação. Quer dizer, gastam-se tempo e verbo com politiquices – que muito bem rimam com canalhice, como dizia Rui Barbosa -, enquanto, no caso do Ceará, por exemplo, a bandidagem, mercê da ausência do Estado, engrossa o cangote, domina o sistema penitenciário e instala o terror em várias cidades. Situação, aliás, que foi gestada desde o governo Cid Gomes.

A insegurança é apenas a face visível do descalabro em que está a administração pública no Ceará. Subjaz ao que se vê a olho nu no cotidiano ditado pela azáfama do ganha-pão, uma situação de leniência com desvios de prioridades e omissão criminosa para com as demandas da sociedade. Os resultados nefastos dessa postura governamental, sustentada por uma Assembleia Legislativa subserviente e pela propaganda oficial, somente serão vistos em outras áreas, quando explodirem qual Krakatoa em erupção.

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