quinta-feira, 12 de julho de 2018.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Tite

EMMANUEL BRANDÃO PUBLICITÁRIO E ESCRITOR

quinta-feira, 12 de julho 2018

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É, seu Adenor, dessa vez não deu. Mas liga não, fica pra 2022. Como tão compartilhando nas redes sociais, 2+0+2+2 =6. Seis de hexa. Voltando pra 2018, o futebol castiga e proporciona esses caprichos: um dia a gente ganha, depois perde. Pior pra Argentina que só perde, perde, perde. Confesso que gosto de assistir as partidas dos hermanos, eles jogam com raça, o grito da torcida é de arrepiar, eles são bons de bola e às vezes até acho que vão ganhar. Esse meu achismo já dura 20 anos.  Nem eles acreditam mais neles.

Voltando pra nossa seleção, Tite. Falo nossa porque você não é nem doido de abandonar o barco agora sem concluir a missão. Você não fez isso nem quando eliminado pelo todo poderoso Tolima, da Bolívia. Vai descansar, Tite e volta contudo. Menos o Gabriel Jesus, hein. Pelo amor de Deus, Tite. É querer muito milagre que ele fizesse algum gol. Até o Renato Augusto fez. O RENATO AUGUSTO.
A imprensa, como em todas as Copas do Mundo, quer eleger um culpado e tá sobrando pro coitado do Fernandinho. É verdade que ele não fez a famosa falta técnica no contra ataque que resultou no segundo gol belga. É verdade que ele errou passes de 5 metros ou menos. É verdade que ele fez o gol contra no melhor momento do Brasil na partida. Talvez, da Copa. Mas você viu quem subiu com o Fernandinho na jogada do escanteio? Ele mesmo, Gabriel Jesus. Que, com sua ânsia de marcação,  terminou disputando a bola com Fernandinho, que empurrou a bola para nossa rede.

Eu não preciso nem tá escrevendo isso, Tite. Tenho certeza que você sabe muito bem, mas como um bom treinador e psicólogo que é, não precisa assumir para imprensa tudo o que pensa. Isso também é papel de líder. Melhor seguir com esse discurso politicamente correto de que todo mundo perdeu e de agradecimento ao povo brasileiro. Eles te amam tanto quanto outro cidadão brasileiro que possui o nome com, também, quatro letrinhas: Lula. Esse, bem mais injustiçado que o Fernandinho.

Falando em política, Tite, você ganhou pontos quando disse que, se fosse campeão, não iria para Brasília cumprimentar o atual presidente Michel Temer. Tu disse isso mesmo? Se tu disse, merece ficar na seleção. Voltando pro tema dessa carta, aceita ficar no comando da seleção, mas coloca uma cláusula: só topa se o Lula sair da prisão e se candidatar à presidência desse País. Estamos precisando de líderes que resgatem o que perdemos a cada ano: a nossa autoestima e vontade de ser brasileiro. Convoque o povo brasileiro para vestir a camisa da seleção. E, se não for a amarela, que ficou marcada pela CBF, que seja a verde da esperança. Tite, Lula e CBF juntos não faz muito sentido. Assim como crucificar o Fernandinho. A imprensa não alivia.

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