sexta-feira, 22 de março de 2019.
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Todos em defesa do BNB

José Edson Braga Presidente da AABNB

quarta-feira, 13 de março 2019

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Criado aos 19 de julho de 1952 pela Lei nº 1649, assinada pelo então presidente Getúlio Vargas, o Banco do Nordeste do Brasil começou a funcionar em 1954 e, desde então, tem mostrado tanto eficiência como eficácia no financiamento das atividades produtivas da Região nordestina, de forma que podemos afirmar que o Nordeste brasileiro é um, antes do BNB, e outro, bem diferente, depois dele.

Tanto é verdade que o BNB, além de dar assistência por meio da oferta de crédito ao chamado “Polígono das Secas”, abrange hoje cerca de 2.000 municípios do Nordeste, inclusive o Norte do Estado de Minas Gerais e parte do Espírito Santo, gerindo, desde 1990, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste-FNE, um dos fundos criados pela Constituição Cidadã de 1988 para o financiamento regional, com a finalidade de suprir as grandes desigualdades regionais existentes em nosso País. Em 30 anos, somente com os recursos provindos do FNE, o BNB já investiu, na sua área de atuação, em torno de R$ 250 bilhões. No ano 2018, o BNB registrou um volume de R$ 43,6 bilhões emprestados, sendo R$ 32,6 bilhões contratados via FNE e o restante pelas linhas de microcrédito, como Crediamigo ( R$8,9 bilhões), Agroamigo (2,5 bilhões). Para o ano em curso, o orçamento do FNE é de R$ 23,7 bilhões.

Mesmo com toda essa envergadura, tem havido, ao longo do tempo, vozes egoístas, parciais e desinformadas, que têm proposto sua extinção, privatização ou absorção por outros órgãos creditícios. Por outro lado, as classes políticas, empresariais e entidades associativas, como a nossa AABNB, têm reagido e conseguido impedir tais excrecências. No momento, forças contrárias ao Nordeste,   novamente, vêm apregoando a mesma coisa, sem atentar, sequer, para sua longevidade/67 anos e seu status de maior instituição financeira de desenvolvimento regional da América Latina, com preponderante papel nas ações de redução das desigualdades do Nordeste brasileiro frente a outras regiões mais ricas do País, e mesmo entre os próprios estados nordestinos.

Daí, a necessidade urgente da união de todas as forças políticas, empresariais e associativas de todas as suas áreas de atuação, no sentido de que haja uma pressão forte contra tal absurdo, pois o Nordeste não pode ser penalizado, sob pena de voltarmos ao estágio, já superado, de mera e simples província suburbana do nosso País, fornecedora de mão-de-obra barata e fonte de transferência de recursos financeiros.

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